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	<title>Tomar &#187; Personalidades</title>
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	<description>Blogue sobre Tomar, a sua história e actualidade</description>
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		<title>JOÃO MOTA</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2007 08:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonel Vicente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Personalidades]]></category>

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		<description><![CDATA[A propósito do Dia Mundial do Teatro, o actor, pedagogo e encenador João Mota - natural de Tomar (22.10.1942), com uma carreira artística de 50 anos! - foi ontem homenageado pela Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa (escola em que foi professor durante 30 anos, de 1972 a 2002), estando também patente uma exposição de fotografia, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">A propósito do Dia Mundial do Teatro, o actor, pedagogo e encenador João Mota - natural de Tomar (22.10.1942), com uma carreira artística de 50 anos! - foi ontem homenageado pela <a target="_blank" href="http://www.estc.ipl.pt/historia.htm">Escola Superior de Teatro e Cinema</a>, em Lisboa (escola em que foi professor durante 30 anos, de 1972 a 2002), estando também patente uma exposição de fotografia, alusiva aos momentos mais significativos da sua carreira (exposição itinerante, devendo passar para a Comuna a partir de 1 de Maio).</p>
<p align="justify">Tendo começado por fazer teatro em programas infantis da Emissora Nacional, iniciou efectivamente a sua carreira de actor em 1957, na peça de teatro &#8220;Mar&#8221;, de Miguel Torga, na RTP, integrando também o elenco do Teatro Nacional, onde contracenou com Palmira Bastos e Amélia Rey Colaço.</p>
<p align="justify">Participou também em alguns filmes nos anos 60 e 70, dedicando-se então ao teatro. Depois de uma estadia em Paris, criou (em 1971) o Teatro Laboratório de Lisboa -&#8221;Os Bonecreiros&#8221; (juntamente com Glicínia Quartim, Mário Jacques e Fernanda Alves), orientado para espectáculos para a juventude, estreando-se então como encenador; fundando em 1972 a <a target="_blank" href="http://www.comunateatropesquisa.pt/html/historia.htm">Comuna &#8211; Teatro de Pesquisa</a> (com Manuela de Freitas, Carlos Paulo, Melim Teixeira e Francisco Pestana), companhia independente de teatro de que é Director.</p>
<p align="justify">Em paralelo, João Mota deu corpo a outro projecto, que mantém, a &#8220;Casa da Criança&#8221;, visando apoiar crianças de zonas socialmente desfavorecidas.</p>
<p align="justify">Em Tomar, a Associação de Cultura Canto Firme distinguiu também João Mota, atribuindo-lhe recentemente o nome de uma sala na sua sede, apropriadamente ocupada pela &#8220;oficina de teatro&#8221;.</p>
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		<title>LOPES-GRAÇA &#8211; CD&#8217;S, &#8220;SITE&#8221; E &#8220;WEB RADIO&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Dec 2006 09:02:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonel Vicente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Personalidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda no âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Fernando Lopes-Graça, a Antena 2 lançou uma caixa com 10 CD&#8217;s com peças do compositor, extraídas do arquivo da RDP, compreendendo ainda um documentário de António Cartaxo e uma entrevista radiofónica realizada por Igrejas Caeiro em 1957.
Entretanto, o Ministério da Cultura criou também um site, com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Ainda no âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Fernando Lopes-Graça, a Antena 2 lançou uma <a target="_blank" href="http://www.antena2.pt/index.php?article=6&amp;visual=3">caixa com 10 CD&#8217;s</a> com peças do compositor, extraídas do arquivo da RDP, compreendendo ainda um documentário de António Cartaxo e uma entrevista radiofónica realizada por Igrejas Caeiro em 1957.</p>
<p align="justify">Entretanto, o Ministério da Cultura criou também um <em><a target="_blank" href="http://www.lopes-graca.com/">site</a>, </em>com uma &#8220;<em><a target="_blank" href="http://www.lopes-graca.com/radio/">web radio</a></em>&#8220;, em que é possível ouvir obras de Lopes-Graça.</p>
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		<title>FERNANDO LOPES-GRAÇA – 100 ANOS</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Dec 2006 09:32:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonel Vicente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Personalidades]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia em que se comemora o centenário do nascimento de Fernando Lopes-Graça, é hoje inaugurado em Tomar o monumento evocativo do que foi um dos nomes maiores da cultura portuguesa do século XX, um &#8220;Grande Português&#8220;.
O programa de comemorações do dia de hoje compreende, entre outras, os seguintes eventos:
- Pelas 15h30, no antigo Cine-Esplanada, junto ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img align="right" src="http://tomar.blogs.sapo.pt/arquivo/Foto%20FLGraca2.jpeg" alt="Fernando Lopes-Graça" height="175" />No dia em que se comemora o centenário do nascimento de Fernando Lopes-Graça, é hoje inaugurado em Tomar o monumento evocativo do que foi um dos nomes maiores da cultura portuguesa do século XX, um &#8220;<a target="_blank" href="http://www.rtp.pt/gdesport/?article=677&amp;visual=3&amp;topic=1">Grande Português</a>&#8220;.</p>
<p align="justify">O programa de comemorações do dia de hoje compreende, entre outras, os seguintes eventos:</p>
<p align="justify">- Pelas 15h30, no antigo Cine-Esplanada, junto ao Estádio Municipal, inauguração do monumento a Fernando Lopes-Graça e ao seu amigo Fernando de Araújo Ferreira (&#8220;Nini Ferreira&#8221; – outra figura de relevo tomarense).</p>
<p align="justify">- A partir das 17 horas, no Cine-Teatro Paraíso, inauguração de uma exposição de trabalhos escolares, a pretexto da digressão pelas escolas do 1.º ciclo do ensino básico da exposição “De pequenino se fala do Graça”.</p>
<p align="justify">- De seguida, apresentação e lançamento de várias obras: (i) “A construção de uma identidade – Tomar na vida e obra de Lopes-Graça”, de António Sousa; (ii) reedição de uma das mais procuradas obras de Lopes-Graça, “Reflexões sobre a música”; (iii) “Fernando Lopes-Graça”, de Ricardo Cabrita, banda desenhada, cujo lançamento em livro deverá ocorrer a 1 de Março; (iv) partitura &#8220;Tomar&#8221;, com poemas de Nini Ferreira, musicados pelo compositor, lançada pela Canto Firme.</p>
<p align="justify">- A partir das 21h30, também no Cine-Teatro, decorre um grande concerto comemorativo, o &#8221;Concerto do Centenário&#8221;, com o pianista Miguel Henriques e a Orquestra Clássica de Espinho, com destaque para a primeira audição do “Concerto para Piano e Orquestra n.º 2” de Fernando Lopes-Graça.</p>
<p align="justify">As comemorações do centenário de Lopes-Graça prolongar-se-ão com o &#8220;Prémio Lopes-Graça de Composição&#8221; (concurso aberto a obras para quatro vozes mistas sobre texto ou canção popular portuguesa, que deverão ser entregues até dia 2 de Janeiro de 2007), o qual será anunciado a 1 de Março e atribuído na Festa dos Tabuleiros, em Julho de 2007.</p>
<p align="justify">Prosseguirão ainda as obras de recuperação da casa onde nasceu o compositor, na qual será criada a &#8220;Casa Memória&#8221;.</p>
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		<title>&#8220;GRANDES TOMARENSES&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Nov 2006 10:02:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonel Vicente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidades]]></category>

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		<description><![CDATA[- Gualdim Pais
- Infante D. Henrique
- Raúl Lopes
- General Fernando de Oliveira
- Manuel Mendes Godinho
- Fernando Ferreira
- Fernando Lopes-Graça
São apenas alguns dos nomes evocados por um jornal de Tomar como &#8220;Grandes Tomarenses&#8221;.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>- Gualdim Pais</p>
<p>- Infante D. Henrique</p>
<p>- Raúl Lopes</p>
<p>- General Fernando de Oliveira</p>
<p>- Manuel Mendes Godinho</p>
<p>- Fernando Ferreira</p>
<p>- Fernando Lopes-Graça</p>
<p align="justify">São apenas alguns dos nomes evocados por um jornal de Tomar como &#8220;Grandes Tomarenses&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>CENTENÁRIO DE FERNANDO LOPES-GRAÇA</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Nov 2006 08:42:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonel Vicente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Aproximando-se o centenário de Fernando Lopes-Graça, multiplicam-se as iniciativas evocativas da data, nomeadamente aquelas organizadas pela “Canto Firme”.
No mês de Novembro, estão previstos os seguintes eventos:
- De 3 a 05.11.06 – VIII curso de interpretação de música portuguesa para piano e conjuntos instrumentais, dirigido por Olga Prats, aberto ao público, no Auditório Lopes-Graça
- 11.11.06 – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Aproximando-se o centenário de Fernando Lopes-Graça, multiplicam-se as iniciativas evocativas da data, nomeadamente aquelas organizadas pela “Canto Firme”.</p>
<p align="justify">No mês de Novembro, estão previstos os seguintes eventos:</p>
<p align="justify">- De 3 a 05.11.06 – VIII curso de interpretação de música portuguesa para piano e conjuntos instrumentais, dirigido por Olga Prats, aberto ao público, no Auditório Lopes-Graça</p>
<p align="justify">- 11.11.06 – Audição com alunos da Escola de Música Canto Firme, também no Auditório Lopes-Graça (18h)</p>
<p align="justify">- 18.11.06 – Concerto para guitarra e flauta, com Paulo Amorim e João Pereira Coutinho, no Auditório da Biblioteca Municipal (18h)</p>
<p align="justify">- 25.11.06 – Concerto organizado com alunos do Conservatório Nacional, interpretando o repertório de Lopes-Graça, no Auditório Lopes-Graça (18h)</p>
<p align="justify">Em Dezembro, a agenda prevista é a seguinte:</p>
<p align="justify">- 01.12.06 – Quarteto de S. Roque, apresentando as integrais para quarteto de cordas, incluindo as “14 Anotações”, no Auditório da Biblioteca Municipal (18h)</p>
<p align="justify">- 02.12.06 – Concerto de Miguel Borges Coelho, no Cine-Teatro de Tomar (18h)</p>
<p align="justify">- 08.12.06 – “Opus Ensemble” interpreta obras expressamente escritas por Fernando Lopes-Graça, também no Cine-Teatro (18h)</p>
<p align="justify">- 17.12.06 – Concerto de música sinfónica e obras para piano e orquestra, com a Orquestra Clássica de Espinho, dirigida por Cesário Costa, com o pianista Miguel Henriques, ainda no Cine-Teatro de Tomar (18h), destacando-se a interpretação do “Scherzo Heróico” para Orquestra.</p>
<p align="justify">Os bilhetes encontram-se disponíveis na Canto Firme de Tomar e na Divisão de Animação Cultural da C. M. Tomar.</p>
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		<title>&#8220;OS GRANDES PORTUGUESES&#8221; &#8211; FERNANDO LOPES-GRAÇA</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Oct 2006 08:59:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonel Vicente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Fernando Lopes-Graça &#8211; Compositor &#8211; 1906-1994
&#8220;Fernando Lopes-Graça deu um inestimável contributo na democratização do acesso à música e no estudo da música portuguesa. Desdobrou-se por múltiplas actividades: pianista, compositor, pedagogo, crítico e ensaísta. Organizou inúmeros eventos musicais. Activo opositor ao regime salazarista, só no fim do Estado Novo é que teve um efectivo reconhecimento oficial, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.rtp.pt/gdesport/?article=677&amp;visual=3&amp;topic=1">Fernando Lopes-Graça &#8211; Compositor &#8211; 1906-1994</a></strong></p>
<p align="justify">&#8220;Fernando Lopes-Graça deu um inestimável contributo na democratização do acesso à música e no estudo da música portuguesa. Desdobrou-se por múltiplas actividades: pianista, compositor, pedagogo, crítico e ensaísta. Organizou inúmeros eventos musicais. Activo opositor ao regime salazarista, só no fim do Estado Novo é que teve um efectivo reconhecimento oficial, que se traduziu em inúmeras homenagens e encomendas. Mesmo assim, nos anos de 1940, 1942, 1944 e 1952 ganhou os prémios de Composição do Círculo de Cultura Musical.</p>
<p align="justify">Apesar do seu inequívoco e activo envolvimento político, Fernando Lopes-Graça disse que não se enquadrava nas categorias de “compositor político” ou “político compositor”. Fê-lo numa entrevista que concedeu em 1986, no ano do seu 80.º aniversário, com a distância crítica que o fim do regime do Estado Novo já lhe proporcionava. Este pianista, compositor, pedagogo, crítico, ensaísta, organizador de eventos musicais e estudioso da música tradicional portuguesa, acreditava na enorme importância da arte e cultura na construção da sociedade e no progresso da Humanidade. A premissa estética modernista de que partiu foi inscrita por uma acutilante consciência social, que coincidiu com os primeiros anos do Estado Novo.</p>
<p align="justify">A sua posição política ficou mais definida e consistente. Tornou-se militante do Partido Comunista Português por volta de 1944, integrando em 1945 o MUD (Movimento de Unidade Democrática).</p>
<p align="justify">A obra de Lopes-Graça é o resultado da confluência e relação de três aspectos centrais no seu percurso: influência das correntes modernistas, recuperação da tradição e envolvimento político. O que o leva a procurar o Portugal real e não o país harmonioso que era então vendido pela propaganda do Estado Novo. O foco do seu trabalho de criação musical é a vida, o homem, a sociedade nas suas efectivas e reais existências. As práticas artísticas e sociais interpenetram-se, não são duas realidades distintas sem qualquer relação uma com a outra. E o artista é parte integrante do corpo social.</p>
<p align="justify">A postura politizada começa logo por ter consequências no facto de Lopes-Graça não poder ter uma influência marcante no ensino que se faz nas escolas públicas, depois de concluir o Conservatório Nacional de Lisboa, onde estudou entre 1924 e 1931. Duas detenções, por motivos políticos, impedem-no de ensinar nestas escolas, mesmo depois de ter conseguido uma vaga como professor de piano no Conservatório. Em 1954, vê esta proibição estender-se às instituições privadas. É, portanto, a inesgotável produção ensaística e a constante presença na imprensa como crítico, por mais de 40 anos, que o tornam incontornável na pedagogia musical que foi teorizada e praticada durante o Estado Novo.</p>
<p align="justify">Para este trabalho, foram importantes os dois anos que esteve em Paris, de 1937 a 1939, a frequentar o curso de Musicologia da Sorbonne. Em 1942 obtém o prémio do Círculo de Cultura Musical com “História Trágico-Marítima”, com poema de Miguel Torga.</p>
<p align="justify">No fim dos anos 50 colabora com o investigador Michel Giacometti na recolha da música regional e tradicional portuguesa: canções de berço, toadas ao redor da morte, cantigas de noivado e casamento, cantos de trabalho, cantigas e danças para as festas e arraiais e canções de bem-querer e maldizer. Recolha que dará origem ao primeiro volume de “Antologia de Música Regional Portuguesa”.</p>
<p align="justify">A obra de Lopes-Graça, ao falar da essência do ser português, fala também do ser humano, dos momentos de felicidade e tragédia. Depois da Revolução de 25 de Abril de 1974, quando é finalmente reconhecido pelo Estado, compõe, em 1979, “Requiem pelas Vítimas do Fascismo em Portugal”. O sofrimento de uns é o sofrimento de outros.&#8221;</p>
<p align="justify"><em>P. S. A propósito, no próximo Sábado, pelas 21h30, Cristina Brito da Cruz, Miguel Oliveira e Silva e Sérgio Azevedo reunem-se para falar sobre Lopes-Graça no Auditório Conde de Ferreira, em Sesimbra.</em></p>
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		<title>SELO DE FERNANDO LOPES-GRAÇA</title>
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		<pubDate>Wed, 24 May 2006 08:47:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonel Vicente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Personalidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi lançada na passada semana pelos CTT &#8211; Correios de Portugal uma emissão comemorativa de selos, evocando o centenário do nascimento de alguns &#8220;vultos da história da cultura portuguesa&#8221;, compreendendo 5 selos, com o valor facial de 1 euro, referentes a: Fernando Lopes-Graça, Rómulo de Carvalho, Agostinho da Silva, Humberto Delgado e Thomás José de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Foi lançada na passada semana pelos CTT &#8211; Correios de Portugal uma emissão comemorativa de selos, evocando o centenário do nascimento de alguns &#8220;vultos da história da cultura portuguesa&#8221;, compreendendo 5 selos, com o valor facial de 1 euro, referentes a: Fernando Lopes-Graça, Rómulo de Carvalho, Agostinho da Silva, Humberto Delgado e Thomás José de Mello (Tom).</p>
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		<title>MARIA DO CÉU ELIAS</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jul 2005 08:57:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonel Vicente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Maria do Céu Simões, de 66 anos &#8211; mais conhecida como Céu Elias &#8211; é a cozinheira do famoso restaurante tomarense &#8220;Chico Elias&#8221;, recentemente distinguida como integrando a relação dos 10 melhores cozinheiros em Portugal, pela revista &#8220;24 Horas&#8221;.
O júri do concurso, constituído por David Lopes Ramos, Filipa Vacondeus, Francisco José Viegas, Helena Sacadura Cabral, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Maria do Céu Simões, de 66 anos &#8211; mais conhecida como Céu Elias &#8211; é a cozinheira do famoso restaurante tomarense &#8220;Chico Elias&#8221;, recentemente distinguida como integrando a relação dos 10 melhores cozinheiros em Portugal, pela revista &#8220;24 Horas&#8221;.</p>
<p align="justify">O júri do concurso, constituído por David Lopes Ramos, Filipa Vacondeus, Francisco José Viegas, Helena Sacadura Cabral, José Nogueira Gil e Manuel Luís Goucha, estabeleceu o seguinte posicionamento:</p>
<p>1º Miguel Castro e Silva (Bull &amp; Bear &#8211; Porto)<br />
2º Alice Marto (Tia Alice &#8211; Fátima)<br />
3º Vítor Sobral (Terreiro do Paço &#8211; Lisboa)<br />
4º Aimé Barroyer (Pestana Palace &#8211; Lisboa)<br />
5º Júlia Vinagre (Bolota Castanha &#8211; Terrugem)<br />
6º Fausto Airoldi (Bica do Sapato &#8211; Lisboa)<br />
7º Augusto Gemelli (A Galeria Gemelli &#8211; Lisboa)<br />
8º Francisco Meirelles (Sessenta Setenta &#8211; Porto)<br />
9º Maria do Céu Elias (Chico Elias &#8211; Tomar)<br />
10º Pedro Nunes (S. Gião &#8211; Moreira de Cónegos)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jul 2005 08:56:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonel Vicente</dc:creator>
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		<description><![CDATA[José-Augusto França nasceu em Tomar em Novembro de 1922. Fez estudos em Lisboa e em Paris, em cuja universidade se doutorou em História e em Letras e onde foi professor Associado.
É catedrático jubilado (de História da Arte) da Universidade Nova de Lisboa. Foi presidente da Academia Nacional de Belas-Artes e do Instituto de Cultura e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">José-Augusto França nasceu em Tomar em Novembro de 1922. Fez estudos em Lisboa e em Paris, em cuja universidade se doutorou em História e em Letras e onde foi professor Associado.</p>
<p align="justify">É catedrático jubilado (de História da Arte) da Universidade Nova de Lisboa. Foi presidente da Academia Nacional de Belas-Artes e do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa.</p>
<p align="justify">Presidente de honra da Association Internacionale des Critiques d’Art, vice-presidente da Académie Européenne, membro honorário do Comité Internacional d’Histoire de l’Art e membro correspondente da Academia de Ciências de Lisboa.</p>
<p align="justify">Dirigiu o Centro Cultural de Paris da Fundação C. Gulbenkian e a revista Colóquio/Artes desta instituição.</p>
<p align="justify">Em 1992 recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública e a Medalha de Honra da Cidade de Lisboa.</p>
<p align="justify">Desde 1949 publicou numerosas obras em Portugal e em França: Lisboa Pombalina, O Romantismo em Portugal, Os Anos 20 em Portugal, A Arte em Portugal no Século XIX, A Arte em Portugal no Século XX, História da Arte Ocidental, 1780-1980, entre outros.</p>
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		<title>INÊS PEDROSA</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jun 2005 10:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonel Vicente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidades]]></category>

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		<description><![CDATA[Há cerca de um ano (já!?&#8230;), aqui escrevi uma breve nota sobre a escritora Inês Pedrosa.
Transcrevo hoje o inspirado comentário de um visitante deste &#8220;blogue&#8221;:
&#8220;INÊS PEDROSA
Fazem-me falta os teus escritos assim que os leio. Essa força das palavras é prodigiosa, consegues despoletar em mim novas sensações, cumplicidades de inquietação e o desejo perdido de me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Há cerca de um ano (já!?&#8230;), aqui escrevi uma breve nota sobre a escritora Inês Pedrosa.</p>
<p align="justify">Transcrevo hoje o inspirado comentário de um visitante deste &#8220;blogue&#8221;:</p>
<p><em>&#8220;INÊS PEDROSA</em><em></p>
<p align="justify">Fazem-me falta os teus escritos assim que os leio. Essa força das palavras é prodigiosa, consegues despoletar em mim novas sensações, cumplicidades de inquietação e o desejo perdido de me encontrar cada vez mais, no teu encontro literário e na desarrumação das gavetas cheias de palavras. Inês Pedrosa! A realidade é a força, derruba as convenções e invade os espaços individuais. Desta vez invadiste o meu&#8230; reconheço-te como uma grande escritora, porque as palavras ardem num diálogo póstumo, sem fronteiras.</p>
<p align="justify">A fronteira do pensamento é a morte, tu és imortal! Derrubas todos os muros, os muros da existência e numa folha escreves o meu desassossego, talvez o teu e tantos outros desta existência.</p>
<p align="justify">Neste local transitório, Inês, levo-te o conceito e a linguagem, ainda que nesta apatia me redima aos espelhos da resistência, num gesto apaziguador. Este é o meu nome, o consumo da realidade, em posteriores desejos, ainda que em dúvida permanente&#8230; assim, nesta simples homenagem de condição de génio que és, curvo-me para que todas as letras possam passar! Desculpa dizer-te isto, mas é urgente. Não me perguntes o porquê, apenas o estranho assiste a este desfile de partilhar contigo o que sinto, as minhas palavras.</p>
<p align="justify">No fogo da leitura, leio os teus escritos, estes e aqueles e digo: Falta me fazes! Que bom ler e reflectir sobre aquilo que escreves. Não entenderás, mas também não é para entender&#8230; gosto da tua escrita e nisto de dizer, diz-se&#8230; tu também dizes e continuarás a dizer nisso que escreves, nos teus romances, nesses e noutros escritos&#8230; as tuas crónicas. Parabéns! O teu rosto evoca outro sentido, entre tantos sentidos&#8230; Não é preciso agradecer, mas gosto das tuas conversas, do teu espírito filosófico que mais ninguém tem, entenda-se que és única, nisso que te faz ser o que aquilo que és.<br />
Entre dedos surgem outros dedos, a cumplicidade literária, o imperdoável onde se naufraga numa intimidade furtada, num incêndio sem lugar, mas de todos os lugares.</p>
<p align="justify">Não posso mentir-te, desculpa dizer-te, ainda que não gostes, és uma grande escritora, do tamanho que tens, esse mesmo, tu és o padrão daquilo que és, cheia de atmosferas de todos os tempos… nesta infinidade de emoções que consegues fazer emergir e que guardas em ti, enquanto atenta observadora da sociedade. Inês, são os teus esporos&#8230;! Guardo o teu livro, na alma e advoga o Sol em minha protecção, com a promessa e o reflexo da duração que o teu nome concebeu, desde aquele dia.&#8221;</p>
<p>Jorge Ferro Rosa</p>
<p></em></p>
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