Tomar

Blogue sobre Tomar, a sua história e actualidade

Leonel Vicente
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7 MARAVILHAS DE PORTUGAL

É já amanhã, dia 07.07.07, que serão anunciadas - em cerimónia a realizar no Estádio da Luz, em Lisboa, integrada no anúncio das “Novas 7 Maravilhas do Mundo” - as “7 Maravilhas de Portugal”, com o Convento de Cristo a concorrer com outros 20 finalistas: Castelo de Almourol; Castelo de Guimarães; Castelo de Marvão; Castelo de Óbidos; Convento de Cristo, Tomar; Convento e Basílica de Mafra; Fortaleza de Sagres; Fortificações de Monsaraz; Igreja de São Francisco, Porto; Igreja e Torre dos Clérigos; Mosteiro da Batalha; Mosteiro de Alcobaça; Mosteiro dos Jerónimos; Paço Ducal de Vila Viçosa; Universidade de Coimbra; Palácio de Mateus; Palácio Nacional da Pena; Palácio Nacional de Queluz; Ruínas de Conímbriga; Templo Romano de Évora; e Torre de Belém.

FESTA DOS TABULEIROS - CARTAZ 2003

Cartaz 2003

(via http://www.tabuleiros.org/)


Programa para 06.07.07

- Cortejos do Mordomo - 18h00
- Concertos de fim de tarde - Canto Firme - Salão Cine-Teatro Paraíso, 18h30
- Sonho de Uma Noite de Verão - Fatias de Cá - Mata Nacional Sete Montes, 19h19
- Inauguração das Ruas Populares Ornamentadas, 20h30
- Tuna Templária - Cidade, 20h30
- “Enfim a Festa - evocação a Nini Ferreira” - Canto Firme - Salão Cine-Teatro Paraíso, 21h30
- Arraial popular - Jardim da Várzea Pequena, 22h00

FESTA DOS TABULEIROS - CARTAZ 1956

Cartaz 1956

(via http://www.tabuleiros.org/)


Programa para 05.07.07

- Fórum do Espírito Santo - GACC - Casa dos Cubos, manhã e tarde
- Concertos de fim de tarde - Canto Firme - Salão Cine-Teatro Paraíso, 18h30
- Sonho de Uma Noite de Verão - Fatias de Cá - Mata Nacional Sete Montes, 19h19
- Tomar a Dançar - Grupo de Danças de Salão da Nabantina - Salão da Nabantina, 21h00
- “Enfim a Festa - evocação a Nini Ferreira - Canto Firme - Cine-Teatro Paraíso, 21h30
- Banda de Sopros Holandesa - Canto Firme - Praça da República, 22h00
- Arraial popular - Jardim da Várzea Pequena, 20h00

FESTA DOS TABULEIROS - CARTAZ 1953

Cartaz 1953

(via http://www.tabuleiros.org/)


Programa para 04.07.07

- Concertos de fim de tarde - Canto Firme - Salão Cine-Teatro Paraíso, 18h30
- Sonho de Uma Noite de Verão - Fatias de Cá - Mata Nacional Sete Montes, 19h19
- “Enfim a Festa - evocação a Nini Ferreira” - Canto Firme - Cine-Teatro Paraíso, 21h30

FESTA DOS TABULEIROS - CARTAZ 1950

Cartaz 1950

(via http://www.tabuleiros.org/)


Programa para 03.07.07

- Concertos de Fim de Tarde - Canto Firme - Salão Cine-Teatro Paraíso, 18h30
- Sonho de Uma Noite de Verão - Fatias de Cá - Mata Nacional Sete Montes, 19h19
- Contraponto - Zona Desportiva - 22h30
- “Enfim a Festa - evocação a Nini Ferreira” - Canto Firme - Cine-Teatro Paraíso, 21h30
- Arraial popular - Jardim da Várzea Pequena, 20h00

FESTA DOS TABULEIROS - CARTAZ 1929

Cartaz 1929

(via http://www.tabuleiros.org/)


Programa para 02.07.07

- Concertos de Fim de Tarde - Canto Firme - Salão Cine-Teatro Paraíso, 18h30
- Sonho de Uma Noite de Verão - Fatias de Cá - Mata Nacional Sete Montes, 19h19
- Splash - Teatro Regional da Serra de Montemuro - Praça da República, 22h00
- Arraial popular - Jardim da Várzea Pequena, 20h00

IRIA CAETANO NOVA DIRECTORA DO CONVENTO DE CRISTO

Até agora Directora do Panteão Nacional, Iria Caetano foi nomeada Directora do Convento de Cristo, substituindo no cargo Jorge Custódio, que exercia esta função desde 2002.

CONVENTO DE CRISTO (V)

“Guarda-se o melhor para o fim e o Claustro de D. João III (também conhecido por Claustro Principal ou dos Filipes – foi aqui que Filipe II de Espanha foi coroado Filipe I de Portugal) é considerada uma das obras-primas do Renascimento europeu. Projectado por Diogo de Torralva, o claustro foi concebido pela urgência de uma passagem digna entre a igreja e o dormitório dos frades e ficou concluído em 1562.

Para que a visita seja completa falta apenas desfrutar da paisagem envolvente (e descansar as pernas depois de uma extenuante exploração) antes de voltar a atravessar o portal que espera por se encerrar. Das ameias do castelo, pode admirar-se Tomar e a Mata dos Sete Montes, nome herdado pelas sete colinas que vigiam a área florestal.”

“Público”, suplemento “Fugas” (série “Lugares Mágicos de Portugal”), 30 de Dezembro de 2006 – texto de Carla B. Ribeiro

CONVENTO DE CRISTO (IV)

“No interior impõe-se a visita aos claustros da Lavagem, onde se procedia aos trabalhos de limpeza e manutenção das roupas dos monges, e o do cemitério, onde se encontram sepultados os habitantes do antigo convento, como é o caso de Diogo da Gama, irmão de Vasco da Gama e embaixador de D. Manuel I em Roma em 1502.

Seguem-se o Claustro da Hospedaria, com quatro galerias com arcadas duplas, separadas por contrafortes, onde o convento albergava os seus convidados ou os caminheiros em viagem. Também voltada para a rua estava o Claustro da Micha, com quatro alas abertas para o pátio por arcos plenos geminados e em asa de cesto, onde se distribuía alimento aos pobres. Mais recatado, o Claustro de Santa Bárbara, de pequenas dimensões, é ofuscado pela Janela do Capítulo. Daqui para chegar ao Claustro dos Corvos – estrutura quadrangular, com duas galerias de dupla arcada, separadas por contrafortes – passa-se pelos velhos açougue, cozinha, forno, casa de lenha e refeitório. Há ainda para descobrir o calefatório, onde se refugiavam os mais friorentos no pico do Inverno, e o das necessárias, com os anexos sanitários.”

“Público”, suplemento “Fugas” (série “Lugares Mágicos de Portugal”), 30 de Dezembro de 2006 – texto de Carla B. Ribeiro

CONVENTO DE CRISTO (III)

“Por tudo isto, o Convento de Cristo não se conhece numa visita a correr. Cada canto deve ser explorado com calma e circunspecção. É necessário “vestir” o hábito e, tal monge ou freira, palmilhar os vários claustros do convento ou deslumbrar-se na magistral igreja manuelina. Mas o espanto assombra-nos antes: no exterior, a entrada é feita com algum cerimonial, tanto pela monumentalidade do espaço como pela admiração com que se observa a inclusão de motivos góticos, renascentistas e manuelinos, sem que nenhum dos estilos choque com o outro.

Finalmente a igreja, onde se pode adquirir o bilhete de entrada para o convento. A obra, que se distingue pela charola românica (actual capela-mor, com uma planta em forma de rotunda, que cita o Santo Sepulcro de Jerusalém), é resultado das vivências dos cavaleiros do Templo em terras árabes e nela se distinguem os revestimentos com talha dourada e as esculturas em madeira, nas quais são representadas cenas da vida de Jesus, misturadas com episódios do reinado manuelino. São de notar, aliás, as fortes afinidades entre o coro da igreja do convento e alguns detalhes do Mosteiro dos Jerónimos, ex-libris do estilo manuelino. A sacristia é mais vulgarmente conhecida por Sala do Capítulo e é aqui que se encontra a deslumbrante Janela do Capítulo, bordada a pedra, da autoria de Diogo de Arruda.”

“Público”, suplemento “Fugas” (série “Lugares Mágicos de Portugal”), 30 de Dezembro de 2006 – texto de Carla B. Ribeiro

CONVENTO DE CRISTO (II)

“O Convento de Cristo tem a particularidade de se organizar a partir de uma planta octogonal e de ter sido construído em várias fases, ao longo de seis séculos – a fundação do século XII, que coube a D. Gualdim Pais (1160), pode ser testemunhada em parte do castelo, onde viveram as primeiras gentes de Tomar, e na charola românica. Seguiram-se dois claustros góticos no século XV; e depois de 1500 surgiram o portal principal da igreja e a famosa janela da Sala do Capítulo (Diogo de Arruda – 1510) e, mais tarde, o Claustro de D. João III.

Património mundial pela UNESCO desde 1984, o convento deve o seu nome à Ordem de Cristo, criada durante o reinado de D. Dinis e após acesas negociações entre o monarca e a Santa Sé que se arrastaram por quatro anos. A sua criação veio substituir a extinta Ordem do Templo, em 1312, e acolheu muitas das pessoas que lhe pertenciam.

Mas a grande importância da Ordem do Cristo foi vivida apenas no século XV, já que foi uma das fortes impulsionadoras da empresa das descobertas marítimas, com o Infante D. Henrique como seu mestre desde 1420 até à sua morte, em 1460, e o seu emblema, a Cruz da Ordem de Cristo, a adornar as caravelas que exploravam os mares. Foi durante esta época que a povoação de Tomar beneficiou de um grande desenvolvimento que atraiu nomes como Domingos Vieira Serrão, João de Castilho, Olivier de Gand, Fernando Muñoz, Diogo de Arruda, Gregório Lopes, João de Ruão ou Diogo de Torralva, que faziam de Tomar um importante centro artístico.”

“Público”, suplemento “Fugas” (série “Lugares Mágicos de Portugal”), 30 de Dezembro de 2006 – texto de Carla B. Ribeiro

CONVENTO DE CRISTO (I)

Jóia maior entre os monumentos portugueses, o Convento de Cristo, em Tomar, Património Mundial, convida a uma visita plena de enlevo e de necessária circunspecção, escreve Carla B. Ribeiro. Por entre a riqueza e diversidade arquitectónicas, pressentem-se segredos dos templários e memórias dos tempos das Descobertas.

“Cidade templária, Tomar revela, até na sua disposição, a relação próxima que ao longo dos séculos manteve com as diversas ordens religiosas. Do céu, a cidade organiza-se em cruz, com cada um dos seus quatro braços a apontar para um ponto cardeal e um dos quatro conventos que montam guarda à cidade. A partir do centro, com a Praça da República, descobre-se, a norte, o antigo Convento da Anunciada; a sul, o Convento de S. Francisco; a leste, o Convento de Santa Iria; e a oeste, o magnânimo Convento de Cristo, pérola da cidade e um símbolo da arquitectura nacional, referência maior nos itinerários nacionais. O ideal é reservar a visita para um dia de semana; ao fim-de-semana o convento transforma-se em lugar de peregrinação e o mais provável é não escapar ao stress do trânsito de autocarros de turismo que se acumulam à entrada.

Localizado no topo de um monte, a vista do convento sobre a cidade faz lembrar um posto de vigia. Mas antes de lá chegar, a meio da subida, um pequeno miradouro convida ao repouso.”

“Público”, suplemento “Fugas” (série “Lugares Mágicos de Portugal”), 30 de Dezembro de 2006 – texto de Carla B. Ribeiro