Tomar

Blogue sobre Tomar, a sua história e actualidade

Leonel Vicente
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“GUERREIROS DE CRISTO” (I)

“Os templários (o nome completo era Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Jerusalém) eram filhos das Cruzadas, o movimento que levou dezenas de milhares de europeus à Palestina para restaurar o domínio cristão sobre a terra onde Jesus nasceu e morreu. Para os que embarcaram na difícil empresa, enfrentar a morte na batalha por Cristo significava uma passagem de primeira classe para o paraíso.

Organização e planeamento nunca foram o forte dos guerreiros: desconheciam a Palestina e cometeram muitos erros. Mesmo assim, em 1099, entraram vitoriosos em Jerusalém. Em teoria, a Terra Santa seria então segura para os muitos peregrinos que vinham da Europa. Na prática, o que os primeiros cruzados conseguiram foi um punhado de cidades que permaneceram cercadas por um mar de muçulmanos.

A segurança dos peregrinos e dos comerciantes era um problema crónico. O devoto escandinavo Saewulf, que foi a Jerusalém em 1102, escreveu: “Os sarracenos estão sempre a armar ciladas aos cristãos, à espreita dos que podem atacar por estarem num grupo mais pequeno ou daqueles que, por cansaço, ficam para trás. Ah, o número de corpos humanos que jazem, despedaçados por bestas selvagens!”

O perigo levou alguns nobres a irem participar na defesa da Cidade Santa mesmo depois de conquistada. Um desses aristocratas era um cavaleiro do Norte de França, Hugo de Payns, até então um ilustre desconhecido. Não se sabe exactamente quando nem por que razão Hugo foi parar a Jerusalém. Alguns relatos dizem que era viúvo e decidira dedicar-se a Deus depois da morte da mulher. Outros historiadores falam de um massacre especialmente sangrento de peregrinos, que aconteceu na Páscoa de 1119 e levou o rei de Jerusalém, Balduíno II, a estimular a formação de uma milícia que protegesse os fiéis, e que seria liderada por Hugo.”

Revista “Super Interessante”, nº 97, Maio de 2006

“INEQUAÇÕES DO TEMPO VERDADEIRO”

Algumas ideias-chave deste livro

“Nem tudo o que é velho e passado é histórico, nem tudo é digno de prevenção, preservação e conservação. As opções de conservação dependem de sistemas de valores e de culturas, de concepções historiográficas e estéticas, que cada época suporta, não são quadros mentais estáticos de apreciação abstracta. Endeusar soluções e opiniões contemporâneas é impedir que a dúvida, que despoleta toda a investigação e reflexão teórica e crítica, se possa libertar das nossas convicções. Por isso, a obsessão da salvaguarda de certas imagens que nos sugerem arquétipos de vida, não se pode sobrepor à própria vida. Se, simbolicamente, a conservação se traduz numa vitória temporária sobre a morte, ela não pode significar o atrofiamento das perspectivas da vida.”

“(…) estar a preparar Alunos para uma das mais belas profissões do mundo sem que se incentive e institucionalize a discussão ética e deontológica do seu estatuto, é reduzir a visibilidade social e as perspectivas da sua profissão. É necessário que as escolas, para além de formarem, estudem, também, um código profissional dos conservadores-restauradores que os retire da menoridade social de práticas e de estatutos técnico-profissionais para os quais ainda estão actualmente remetidos. É suposto que as escolas, mais do que gerirem o acanhado presente, tenham a ousadia de interrogar, planear. E trazerem, assim, qualquer coisa que se assemelhe a futuro para o interior das suas salas.”

“O século XIX descobriu o potencial criador de virtudes cívicas que a escola representava: ela passou a constituir o vértice da aprendizagem da cidadania, essa espécie de última edição, remodelada, do Novo Testamento – ou da luz do fogo sagrado que Prometeu ditava agora aos homens do presente. Mais do que ensinar, a escola agora destinava-se, por imperativo ideológico, a moldar, configurar, fabricar consciências e atitudes. Esse processo conduziu, em troca, à criação de uma consciência de cidadania, sobretudo nos meios letrados. Os professores deveriam ser missionários laicos ou, até, sacerdotes das novas religiões cívicas e do espírito da laicidade, quando os catecismos positivista e cientista substituíram os velhos missais nas cabeças dos lentes ou dos mestres-escola.

Aprendiam-se nas aulas cartapácios e tratados, bátegas de coisas e bestialidades de livros que deixavam aos alunos a vaga sensação de terem sido transformados – como se fosse mítico metamorfismo desprendido da fábula poética - em autênticas bestas . Esta correspondência com o reino animal é clara. Na Universidade portuguesa oitocentista não se dizia “estudar” mas “marrar”, e aluno de excepção era logo crismado com nome de animal, era um urso. Os excepcionalmente medíocres também eram assimilados aos animais e por qualquer motivo, talvez pela proverbial teimosia, ou pelo chocalho som do zurro, eram epitetados de burros. Dos inteligentes, em demasia, se dizia possuírem o voo da águia. A própria Universidade se auto-representava como o alto lugar onde pairam os mochos, ou seja, a rara espécie dos animais inteligentes.”

“INEQUAÇÕES DO TEMPO VERDADEIRO”

O livro “Inequações do tempo verdadeiro”, de Paulo Archer, vai ser lançado pela editora O Contador de Histórias, dia 19 de Outubro, quinta-feira, pelas 21 horas, na Biblioteca Municipal de Tomar, seguido de uma conferência pelo autor.

Autor das obras “Sentido(s) da utopia” e “Caos e razão”, também publicadas por esta editora, Paulo Archer é mestre em História Contemporânea, tendo leccionado nos anos mais recentes no Instituto Politécnico de Tomar as cadeiras de História da Cultura Clássica, História Contemporânea e Cultura Portuguesa.

“Chama-se vulgarmente, em linguagem matemática, equação do tempo verdadeiro ao quantitativo ou expressão algébrica que se torna necessário adicionar ao tempo verdadeiro para se obter o chamado tempo médio” refere o autor na introdução ao presente volume. “É, assim, a expressão simbólica e também - antes de se saber qual seja a sua dimensão - a expressão indeterminada, duma dada relação de quantidade. Mas nas linguagens oriundas ou codificadas pelo conjunto de conhecimentos os quais designamos, por norma, antropológicos e humanos, a expressão “tempo verdadeiro” convoca um persistente mito manuseado ou investigado pelos saberes sociais (quer sejam da ordem do histórico, do filosófico ou mesmo do sociológico): o mito da origem.”

O livro “Inequações do tempo verdadeiro” colige vários textos que, na generalidade, provêm de prelecções académicas dirigidas aos alunos do curso de Conservação e Restauro. Segundo Paulo Archer, “colocam-se aqui questões que solicitam, por paradoxal que pareça, um entendimento sobre o tempo, um olhar da história sobre o lugar das ideias na História. (…) Por vezes, tempo é mesmo o conceito nuclear, quando falamos em cultura, conservação, destruição ou restauro: parece que, aí, queremos aprisionar os dias que passam, imobilizar o tempo a partir do objecto, torná-lo prisioneiro do nosso conhecimento.”

“O BREVIÁRIO DO CAVALEIRO”

Emmanuel-Yves Monin

«Quem és tu, Cavaleiro que segues pelos Caminhos
E manténs a Ordem Universal?
Tu és o Protector dos Valores Primordiais que habitavam o Homem.
Tu és o seu Protector e o seu Representante.»
O Breviário do Cavaleiro é uma obra actual, inspirada no espírito da Cavalaria e enriquecida com gravuras medievais. Com uma escrita imbuída da mística cavaleiresca e num tom épico, inaugura a nova colecção da Zéfiro, Arquivos da Cavalaria.

“TEMPLÁRIOS - DE MILÍCIA CRISTÃ A SOCIEDADE SECRETA” - VOL. I

Eduardo Amarante

Este livro é o primeiro de uma trilogia que aprofunda a história da Ordem do Templo de uma forma completa e abrangente.«A Ordem do Templo, obreira de um novo tempo, foi pioneira em resgatar das antigas culturas e tradições, da filosofia e do cristianismo primitivo, elevados valores humanos de conduta moral e religiosa, tão necessários para o conturbado período que se seguiu ao ano 1000. Paralelamente a este aspecto interno, o seu mentor e orientador, Bernardo de Claraval, desenhou um plano mais amplo de cariz externo: fundar um império cristão, balizado em valores de tolerância e fraternidade universais, constituído por homens de fé e cavaleiros valorosos e capazes de combater em prol da cristandade.

Igualmente não se poupou a esforços para que os “seus” dilectos cavaleiros templários (sobretudo os mais altos dignitários da Ordem do Templo) encetassem contactos com os sábios das artes e das ciências antigas do Oriente, mantendo-os, assim, longe das intrigas e jogos de influências que se moviam nos bastidores do poder dos Reis, de Roma e dos mercadores venezianos.

Não fosse o plano ter sido descoberto e os Estados Latinos do Oriente terem caído, mais tarde, em posse do inimigo e, quem sabe, uma Nova Ordem Mundial teria emergido na Europa e no Mundo…»

“A REGRA SECRETA DOS TEMPLÁRIOS”

«Havia na Ordem um regulamento tão extraordinário, sob o qual tinha de ser guardado um tão grande segredo, que qualquer irmão preferia que lhe cortassem a cabeça a revelá-lo.»Em 1780 foi encontrado um pergaminho nos Arquivos do Vaticano decorado com a cruz da Ordem do Templo e com um texto em escrita românica. Este manuscrito é composto por quatros partes: a Regra oficial da Ordem, o Livro do Baptismo de Fogo ou Estatutos Secretos (a Regra dos Irmãos Eleitos e a Regra dos Irmãos Consolados) e «a lista dos sinais secretos que o Mestre Roncelinus reuniu» (misteriosamente desaparecida). Mais tarde, este documento passou a ser conhecido como os Estatutos do Mestre Roncelin.

A Regra Secreta dos Templários, publicada pela primeira vez em português, inclui uma transcrição e tradução da segunda e terceira partes do manuscrito, e é apresentada e contextualizada por José Medeiros.

“O PERDÃO DOS TEMPLÁRIOS”

José Medeiros, Luís-Carlos Silva, Pinharanda Gomes, Rainer Daehnhardt, Sérgio Sousa-Rodrigues

Este livro toma como ponto de partida o Pergaminho de Chinon, um manuscrito encontrado na Biblioteca Secreta do Vaticano em 2002, que indicia um “perdão secreto” dado aos templários pela Igreja, em 1308 - um ano após a perseguição feita aos cavaleiros. O manuscrito foi traduzido por especialistas directamente a partir do documento original, em latim medieval. A sua tradução, bem como a transcrição, são publicadas pela primeira vez na língua portuguesa.Para além da investigação sobre o referido pergaminho, este livro contém diversas revelações, nunca antes publicadas a nível mundial, sobre a Ordem do Templo, bem como outros artigos sobre a história da Ordem desde os seus primórdios, à sua continuação em Portugal como a Ordem de Cristo, até às sobrevivências actuais do espírito templário. Uma obra inovadora e de referência que irá, sem dúvida, ajudar a abrir novas portas para o estudo do Templo.

PEDRO SILVA - 2 NOVOS LIVROS

Pedro Silva, autor de vasta bibliografia, nomeadamente sobre a temática dos Templários, acaba de lançar duas novas obras:

- “Mistérios da Humanidade” - ver mais aqui.

- “Símbolos e Mitos Templários” - ver mais em www.centauroeditora.com.br

“O CODEX 632″ (VII)

“A Porta Sul, ricamente decorada ao estilo manuelino e rematada por uma fina platibanda, apresentava-se encerrada. Contornaram então a Charola pela direita, sempre no Terreiro da Entrada, e, a um canto estreito, logo depois da torre sineira, cruzaram a pequena porta da sacristia e penetraram na penumbra do santuário. Pagaram dois bilhetes, entraram pelo Claustro do Cemitério, com as suas pequenas laranjeiras a decorarem o pátio erguido em gótico flamejante, e meteram pelos corredores sombrios até invadirem por fim o coração do convento. A Charola templária.

A velha rotunda exalava aquele odor mofo de coisa antiga, uma espécie de bafio seco, o cheiro que Tomás associava aos museus. A estrutura era constituída por um tambor de dezasseis faces com um octógono no centro, a abrigar o altar-mor; as paredes mostravam-se repletas de frescos e as colunas ostentavam estátuas douradas, fechando-se numa nave redonda coberta por uma cúpula bizantina. Erguia-se aqui o oratório dos templários de Tomar, construído segundo o desenho da Rotunda da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. A Charola revelava-se a jóia do mosteiro, com a sua arquitectura solene, imponente, reminiscente dos grandes santuários da Terra Santa. A Porta Sul, vista do interior, mostrava-se ladeada por duas colunas torsas, como as que, segundo as Escrituras, protegiam o Templo de Salomão, mas os dois homens embrenharam-se de tal modo na discussão que, após uma mirada rápida pelo deambulatório da Charola, logo tudo ignoraram.”

[...]

“O conde Vilarigues respirou fundo. Olhou em redor, como se examinasse os grandes arcos da Charola e a enorme mesa de pedra branca do altar-mor no centro, mais o tambor central octogonal e o arranque das abóbodas; virou a cabeça para cima e observou os grandes baldaquinos góticos em talha dourada apontados para o vértice da cúpula, decorada com símbolos heráldicos de D. Manuel e da Ordem Militar de Cristo, o esplendor templário atingia ali a sua máxima expressão.”

“O Códex 632″, José Rodrigues dos Santos, pp. 451, 452 e 470

“O CODEX 632″ (VI)

“Cruzaram a magnífica Porta do Sol e desembocaram na Praça de Armas, um vasto espaço com um belo jardim geométrico à esquerda, sobranceiro ao vale. Viam-se por ali sebes moldadas em meias-esferas, arbustos por aparar, ciprestes altos e esguios, plátanos, canteiros de flores.

«Mas para que está a contar-me tudo isso?», indagou Tomás.

O conde Vilarigues riu-se e indicou com a mão as muralhas à direita e as estruturas medievais em frente, dominadas pela escadaria e pelo enorme bloco cilíndrico da magnífica Charola, com o seu ar de fortaleza românica, a fachada marcada pelos maciços contrafortes dos vértices que alcançavam os telhados, a cobertura rematada por merlões quinhentistas e a torre sineira a coroar toda a estrutura; do outro lado do complexo destacavam-se as compactas paredes exteriores do Grande Claustro e, por trás de um gigantesco plátano que sobre o convento lançava a sua protectora sombra, as ruínas incompletas da Casa do Capítulo.

«Meu caro senhor, é para que compreenda melhor este maravilhoso lugar onde nos encontramos. Afinal de contas, vive em Tomar, no alto destas misteriosas muralhas medievais, o espírito puro do Santo Graal, a enigmática alma esotérica que encarnou a formação de Portugal e orientou a gesta dos Descobrimentos.»”

“O Códex 632″, José Rodrigues dos Santos, p. 437

“O CODEX 632″ (V)

“«É então este o castelo dos templários», comentou Tomás, contemplando as velhas muralhas.

«Nem mais. Aos templários foram oferecidas muitas terras em Portugal por serviços prestados em combate, incluindo nas conquistas de Santarém e Lisboa, mas em sítio nenhum ficou a sua presença mais marcada do que aqui, no castelo de Tomar, a sua sede. A existência da Ordem, porém, conheceu um fim abrupto com as perseguições em França, desencadedas em 1307, e com a bula papal Vox in excelso, que a extinguiu em 1312. O papa solicitou aos monarcas europeus a prisão de todos os templários, mas o rei D. Dinis, em Portugal, recusou-se a obedecer. O papa declarou a Ordem dos Hospitalários como a herdeira dos bens dos templários, mas, também aqui, D. Dinis desobedeceu. O rei português recorreu a uma engenhosa interpretação jurídica da questão, alegando que os templários eram meros usufrutários das propriedades da coroa. Se os templários deixavam de existir, então a coroa retomava o usufruto das suas terras. A postura do rei de Portugal atraiu a atenção dos templários franceses, que estavam a ser impiedosamente perseguidos na sua terra. Muitos vieram para Portugal, em busca de refúgio. D. Dinis deixou, entretanto, as coisas em banho-maria até que propôs a criação de uma nova ordem militar, com sede no Algarve, para defender Portugal do perigo muçulmano. O Vaticano acedeu e em 1319 oficializou a criação da Ordem Militar de Cristo. D. Dinis entregou a esta nova organização todos os bens da Ordem do Templo, incluindo dez cidades. Mais importante ainda, os seus elementos eram os templários. Ou seja, a Ordem de Cristo tornou-se, na realidade, a Ordem do Templo com outro nome. O ressuscitar dos templários em Portugal ficou completo em 1357, quando a Ordem de Cristo transferiu a sua sede aqui para o castelo de Tomar, o antigo santuário da supostamente extinta Ordem do Templo.»”

“O Códex 632″, José Rodrigues dos Santos, pp. 436, 437

“O CODEX 632″ (IV)

“«Sem dúvida. É uma história tão extraordinária que captou a imaginação de toda a Europa. Diz-se que, vasculhando nos vestígios abandonados do Templo de Salomão, os templários terão encontrado relíquias preciosas, segredos eternos, objectos divinos. O Santo Graal. Seja devido a esses mistérios, ou simplesmente graças ao seu engenho e persistência, a verdade é que os templários cresceram e se espalharam pela Europa.»

«E chegaram a Portugal.»

«Sim. A Ordem foi formalmente instituída em 1119 e, poucos anos depois, já cá andavam. Esta cidade de Tomar, conquistada aos mouros em 1147, foi doada em 1159 pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, aos templários, os quais, liderados por D. Gualdim Pais, construíram o castelo no ano seguinte.»

O Mercedes negociou a última curva e foi desembocar num pequeno parque de estacionamento; tratava-se de um espaço abrigado por entre árvores e dominado pela maciça Torre de Menagem, que se destacava por trás das altas muralhas do castelo templário, enormes muros de pedra recortados no céu azul pelo rendilhado das ameias. Deixaram o automóvel à sombra de uns pinheiros altos e seguiram pelo chão empedrado que circundava as muralhas da torre, a Alcáçova, em direcção à imponente Porta do Sol; deu-lhes, por momentos, a impressão de terem retornado à Idade Média, a um tempo rústico, simples, perdido na memória dos séculos e do qual só restavam aquelas orgulhosas ruínas.”

“O Códex 632″, José Rodrigues dos Santos, p. 435