Tomar

Blogue sobre Tomar, a sua história e actualidade

Leonel Vicente
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“GUERREIROS DE CRISTO” (XIII)

“A perseguição não atingiu da mesma maneira os templários de toda a Europa. Fora de França, a tortura foi menos usada para extrair confissões aos cavaleiros. Por isso, pode supor-se que foi com a honra intacta que alguns deles ingressaram na nova ordem criada por D. Dinis em 1318: a Ordem de Cristo.

Na realidade, não há consenso entre os historiadores sobre a composição da nova confraria: para alguns, os templários portugueses (presentes no país desde os tempos de Hugo de Payns) teriam simplesmente adoptado uma nova designação. De qualquer maneira, a Ordem de Cristo herdou todas as propriedades e fortalezas da sua antecessora, assim como os votos de pobreza, castidade e obediência (ao rei de Portugal, que obviamente sabia o que fazia).

Ao longo do século seguinte, os consideráveis recursos militares e económicos da ordem, que passou a ser comandada pelo Infante D. Henrique, foram direccionados para a expansão marítima portuguesa, que começava a ganhar impulso. A Ordem de Cristo teria soberania sobre os territórios que conquistasse em África e receberia a vintena (cinco por cento) do valor de todos os bens importados das novas terras.

Novas mudanças libertaram os cavaleiros do seu voto de castidade e pobreza, permitindo que nobres como Pedro Álvares Cabral e Vasco da Gama se tornassem membros da Ordem de Cristo. Os navios que reconheceram a costa de África e descobriram o Brasil e o caminho marítimo para a Índia levavam nas suas velas o emblema da confraria, aparentemente uma versão modificada da antiga cruz templária.

Foi no castelo de Tomar, fundado pelo templário Gualdim Pais, que se instalou a sede da Ordem de Cristo.”

Revista “Super Interessante”, nº 97, Maio de 2006

“GUERREIROS DE CRISTO” (XII)

“Mesmo extintos, os templários ainda dariam origem a mais uma lenda: a de que a perseguição apenas fez os membros mais importantes sair de cena e continuar a promover em segredo os seus interesses místicos. Para isso, ter-se-iam ligado ao Priorado do Sião, uma ordem que permaneceria até aos nossos dias e que teria tido, entre os seus líderes, o pintor Leonardo da Vinci e o físico Isaac Newton. O grupo guardaria os principais segredos da origem do cristianismo, como o Graal e a linhagem de supostos descendentes de Jesus e Maria Madalena.

A história, divulgada em livros como O Código Da Vinci, é uma das principais responsáveis pelo renascimento do interesse nos templários. O problema é que são poucos os documentos que provem a existência do Priorado de Sião e não há um único que o ligue aos templários. Para os historiadores sérios, não faz sentido.

Porém, o fim dos templários não foi desprovido de drama e mistério. Na cadeia, Jacques de Molay e o seu companheiro Geoffroy de Charney tiveram um último gesto de coragem: renegaram a sua confissão de heresia e pereceram na fogueira em 1314.

Reza a lenda que Jacques de Molay convocou o rei e o papa a comparecerem diante do tribunal de Deus antes de o ano terminar. Pelos vistos, a praga era boa: Filipe, o Belo, e Clemente V morreram antes do fim do ano.”

Revista “Super Interessante”, nº 97, Maio de 2006

Para saber mais:
- The New Knighthood - A History of the Order of the Temple, Malcolm Barber, Cambridge University Press, Reino Unido, 1995
- Ordem do Templo - Em Nome da Fé Cristã, Pedro Silva, Ulmeiro, 2000
- http://faculty.smu.edu/bwheeler/chivalry/bernard.html - Carta de Bernardo de Claraval a Hugo de Payns

“GUERREIROS DE CRISTO” (XI)

“Praticamente nenhum historiador vê traços de verdade nessas histórias. Há quem suponha que o tal Baphomet fosse, na realidade, a relíquia de um santo, ou que a negação de Cristo fizesse parte das técnicas templárias para escapar com vida das prisões muçulmanas, fingindo ter-se convertido, mas a história da ordem não parece apoiar essas especulações.

A verdade é que até o papa Clemente V criticou as prisões arbitrárias. Foi aberto um processo papal para averiguar as acusações; muitos templários tinham confessado a sua culpa, sob tortura, mas depois voltaram atrás perante os enviados de Clemente.

A intenção era corajosa, mas resultou na morte de 54 membros da ordem: segundo as regras da Inquisição, hereges confessos que voltassem atrás deveriam ser imediatamente executados. Jacques de Molay, que era analfabeto e pelos vistos pouco inteligente, disse que não tinha estudos suficientes para ser o advogado da ordem e ficou à espera de que o papa o salvasse.

A investigação papal em toda a Europa encontrou pouquíssimas provas de heresia, mas a pressão de Filipe continuava e Clemente V acabou por concordar com a dissolução da ordem, em 1311. O rei conseguiu alguns bens dos templários, mas de forma clandestina: a decisão do papa foi legá-los aos hospitalários, enquanto os ex-cavaleiros entravam para mosteiros de outras ordens ou se tornavam mercenários.”

Revista “Super Interessante”, nº 97, Maio de 2006

“GUERREIROS DE CRISTO” (X)

“Um dos projectos do rei era unir as duas ordens numa única, de preferência tendo-o a si próprio como grão-mestre, e liderar uma nova cruzada para retomar Jerusalém. O plano não foi por diante e Filipe decidiu tomar medidas drásticas: em 1307, ordenou secretamente a prisão dos 15 mil templários de França.

As razões exactas pelas quais o rei de França decidiu acabar com o Templo não são muitas claras, mas tudo indica que ele queria tomar posse das consideráveis propriedades dos templários e talvez visse as derrotas na Terra Santa como uma deixa propícia para atacar.

O próprio Jacques de Molay foi preso, dias depois de ajudar a carregar o caixão da cunhada do rei. Para se ter uma ideia da ingenuidade do chefe templário, ele tinha pedido ao papa, no mesmo ano, que investigasse alguns boatos caluniosos contra os templários; provavelmente, já era a campanha difamatória de Filipe em acção. A acusação oficial era previsível: heresia. Crimes “horríveis de contemplar, terríveis de ouvir, uma obra abominável, uma desgraça detestável, uma coisa quase inumana, na verdade desprezada por toda a humanidade”, diz a ordem de prisão.

A linguagem usada revela que se tratava realmente de uma perseguição política. Era uma receita prática para se livrar de gente incómoda. As mesmas acusações (renegar Cristo e cuspir em imagens do Crucificado, praticar sodomia ritual e adorar um misterioso ídolo de três cabeças ou com forma de gato ou bode chamado Baphomet) aparecem, com poucas mudanças, em todos os outros processos contra heréticos da época.”

Revista “Super Interessante”, nº 97, Maio de 2006

“GUERREIROS DE CRISTO” (IX)

“O reino foi-se tornando cada vez mais reduzido e transferiu a sua capital para a cidade de Acre, sobre a qual recaiu o ataque decisivo muçulmano, em 1291. A bravura da ordem revelou-se como nunca: o próprio grão-mestre, Guilherme de Beaujeu, morreu em combate. Quando os cristãos evacuaram a Terra Santa, a última fortaleza a resistir, durante cerca de 12 anos, era templária e ficava na ilha de Ruad, mas também essa teve de ser abandonada.

Um desastre como a perda da Terra Santa costuma ser a deixa para procurar bodes expiatórios, e boa parte dos dedos da Europa puseram-se a apontar para os templários e os hospitalários. A falta de obediência, a rivalidade entre as duas ordens e até uma suposta falta de coragem foram duramente criticadas; muitos intelectuais e religiosos propunham que elas fossem fundidas ou dissolvidas e que se criasse uma nova ordem.

Os templários, liderados por um novo grão-mestre, Jacques de Molay, resistiram a essas medidas. Durante algum tempo, o próprio papa esteve do lado deles, ajudando-os mesmo a arrecadar novos fundos para financiar a Cruzada no Oriente.

Na época, França era o reino mais poderoso da Europa, e o seu rei, Filipe, o Belo, tinha os seus próprios planos para o papado e os templários. A sua influência sobre a Igreja levou à eleição do papa francês Clemente V, em 1305. Clemente nem chegou a ir para Roma, passando todo o seu pontificado em França. Ficou claro que Filipe o pressionava para garantir os seus interesses.”

Revista “Super Interessante”, nº 97, Maio de 2006

“GUERREIROS DE CRISTO” (VIII)

“O motivo para a guerra total surgiu quando uma força liderada pelo filho de Saladino pediu autorização para atravessar pacificamente a Galileia e o senhor da região, Raimundo de Tripoli, a concedeu. No entanto, quando tomou conhecimento do acordo, o grão-mestre templário, Gérard de Ridefort, resolveu emboscar os muçulmanos.

O chefe dos hospitalários e o vice-grão-mestre templário, o marechal Jacques de Mailly, tentaram levá-lo a desistir, porque o exército muçulmano era grande, mas Ridefort acusou-os de cobardia e provocou Mailly: “Amais demasiado a vossa cabeça loura para querer perdê-la.” Após o que partiu para o ataque, acompanhado por apenas 90 cavaleiros.

Se havia ali cobardes, não era por certo Jacques de Mailly, que morreu nesse mesmo dia no campo de batalha. Quanto a Ridefort, fugiu quando se apercebeu da derrota, enquanto o furioso Saladino reunia todas as suas forças para atacar o reino. A batalha decisiva varreu do mapa o exército cristão.

Saladino poupou o rei e o grão-mestre dos templários, mas não os restantes monges. Ao amanhecer, 230 cavaleiros do Templo foram decapitados. No dia 2 de Outubro de 1187, Saladino entrou triunfalmente em Jerusalém.

Ainda não era o fim. Os cristãos mantiveram algumas praças no litoral da Palestina e foram reconquistando o território, chegando até a retomar Jerusalém durante algum tempo. Ao longo do século XIII, porém, as forças tornaram-se dependentes da ida constante de cruzados da Europa e da desorganização dos muçulmanos.”

Revista “Super Interessante”, nº 97, Maio de 2006

“GUERREIROS DE CRISTO” (VII)

“A prosperidade da ordem levou os templários a afastarem-se da missão inicial de proteger os peregrinos. Ao lado dos hospitalários, os cavaleiros do Templo tornaram-se a espinha dorsal do exército do Reino de Jerusalém. No Ocidente, a ordem tornou-se protótipo dos bancos actuais, emprestando os seus consideráveis bens a juros.

A situação da ordem atraiu críticas. Era estranho que pessoas que se autodenominavam “pobres cavaleiros de Cristo” possuíssem nove mil propriedades na Europa e na Palestina. Por outro lado, os soberanos de Jerusalém, quando perceberam que tinham de negociar com os muçulmanos se quisessem permanecer na região, queixavam-se da desobediência e do fanatismo dos templários.

“Intolerantes? Com certeza, embora também estivessem dispostos a lutar ao lado dos muçulmanos, se um perigo maior estivesse presente. Teimosos? Sim, e eram famosos por isso. Temerários? Muitos outros cavaleiros o eram. As pessoas da época, incluindo os muçulmanos, chamavam-lhe bravura”, diz Knox.

A verdade é que as supostas faltas de carácter dos templários não foram muito graves enquanto o Reino de Jerusalém se foi aguentando. Porém, a situação alterou-se ao longo da década de 1170, com a chegada ao poder do líder muçulmano Saladino, que conseguiu controlar a Síria e o Egipto, deixando as terras cruzadas, na prática, cercadas por um único império.”

Revista “Super Interessante”, nº 97, Maio de 2006

“GUERREIROS DE CRISTO” (VI)

“A paranóia em relação ao sexo feminino é típica da Idade Média, mas a regra templária era especialmente pesada: “A companhia de mulheres é uma coisa perigosa, pois através dela o velho Diabo tem desviado muitos do recto caminho do paraíso.” E especificava-se as mulheres que não se devia beijar: “Viúva, jovem, mãe, irmã, tia ou outra qualquer.”

Os dormitórios tinham de estar sempre iluminados, de dia ou de noite, e era preciso dormir vestido e calçado, supostamente para que os cavaleiros estivessem sempre prontos para entrar em acção. Porém, isso também impedia que eles, digamos, resolvessem contornar a falta de mulheres com o barbudo do lado.

No campo de batalha, os templários eram sempre os primeiros a avançar e os últimos a recuar, e a ordem normalmente não pagava resgate caso um dos seus homens fosse capturado. Na prática, isso significava, quase sempre, uma sentença de morte para o cavaleiro aprisionado.

As punições para quem violasse a regra eram severas: ser açoitado, posto a ferros ou obrigado a comer do chão, como os cães. Os pormenores da vida da ordem não podiam ser comentados fora do mosteiro: os templários gostavam de manter segredo sobre os seus planos, o que permitiu, mais tarde, que os seus inimigos afirmassem que praticavam rituais sinistros ou imorais.”

Revista “Super Interessante”, nº 97, Maio de 2006

“GUERREIROS DE CRISTO” (V)

““A partir de 1150, a evolução dos templários é clara”, diz Knox. Para o historiador, a ordem tinha uma grande vantagem na confusão da Terra Santa: ao contrário do que acontecia com as grandes famílias de nobres, a morte individual de membros ou herdeiros não a destruía, e as batalhas vencidas não acrescentavam a reputação de um único membro, mas de toda a confraria.

Vantagens, aliás, partilhadas pelo outro grupo de monges-guerreiros da época, os hospitalários, com os quais os templários tinham de conviver na Palestina e no Ocidente. Os hospitalários surgiram algumas décadas antes do Templo e os seus objectivos iniciais eram, como o nome indica, dar assistência médica e espiritual aos peregrinos que chegavam a Jerusalém. Com o problema da insegurança, porém, passaram a oferecer também outro serviço: a escolta pelos caminhos da Palestina. Tal como os templários, foram ganhando o controlo de fortalezas e castelos. Não por acaso, as duas ordens foram rivais e chegaram a enfrentar-se.

O dia-a-dia dos templários, a julgar pela sua regra, não era muito diferente do de qualquer outro monge. As normas eram duras. Havia dezenas de orações a pronunciar diariamente e datas semanais e anuais de abstinência de carne ou jejum total. Era proibido fazer a barba, caçar (excepto leões), possuir mais de três cavalos (o grão-mestre podia ter quatro) e, principalmente, ter qualquer contacto com mulheres.”

Revista “Super Interessante”, nº 97, Maio de 2006

“GUERREIROS DE CRISTO” (IV)

“O monge era, provavelmente, o intelectual mais influente da Europa do seu tempo, capaz de convencer papas e imperadores, e também um místico apaixonado. Em poucas palavras: um carro de assalto. “O que Bernardo atacasse estava votado ao fracasso; o que ele aprovasse florescia”, diz Edward Burman, da Universidade de Leeds (Reino Unido), no seu livro Templários – Os Cavaleiros de Deus. Bernardo conseguiu a bênção oficial do papa para a ordem, e elaborou para ela uma regra, indispensável para qualquer comunidade religiosa da época.

Ainda havia gente dentro da Igreja que não era exactamente fã da ideia de andarem monges a matar em nome da fé. O futuro santo escreveu então uma carta em que justificava, com toda a elegância teológica, a guerra em defesa de Jesus. “O soldado de Cristo é o instrumento de Deus para a punição dos malfeitores e para a defesa dos justos. Na verdade, quando ele mata malfeitores, não se trata de homicídio, mas de malicídio”, escreveu Bernardo no Livro para os Soldados do Templo – Do Louvor do Novo Exército.

Para tornar completo o sucesso da missão de Hugo, nobres europeus de vários países doaram inúmeras terras e rendas aos templários. A ordem tornou-se uma instituição verdadeiramente internacional, e a única autoridade que realmente estava acima do grão-mestre era o papa.”

Revista “Super Interessante”, nº 97, Maio de 2006

“GUERREIROS DE CRISTO” (III)

“Difícil é saber o que seria o tal segredo, porque cada adepto da conspiração tem uma teoria preferida. Alguns falam das relíquias sagradas do templo judaico; outros, do Santo Graal. Há quem afirme que se tratava da própria cabeça embalsamada de Jesus Cristo, prova de que ele não tinha ressuscitado nem era divino. Os mais modestos sugerem que as ruínas do templo deram à ordem conhecimentos secretos sobre a natureza mística da arquitectura, como forma de criar espaços sagrados e de comunicar com Deus. Mais tarde, essa sabedoria teria sido passada à maçonaria, que originalmente era uma confraria de mestres construtores (maçons, isto é, pedreiros).

Para a maioria dos historiadores, no entanto, o motivo do silêncio sobre a ordem nesses primeiros anos é muito menos empolgante: é que ela ainda não tinha a menor importância (e que mais seria de esperar de nove cavaleiros que se propunham enfrentar todos os infiéis e bandoleiros da Palestina?). Porém, pouco a pouco, a ajuda de patronos poderosos e a sua coragem no campo de batalha começaram a aumentar o poder dos templários.

Em 1126, Hugo de Payns, nessa altura já conhecido pelo título de grão-mestre (chefe supremo) dos templários, viajou para o Ocidente para procurar recrutas e o apoio oficial da Igreja, e atraiu para o seu lado o monge francês Bernardo, abade do mosteiro cisterciense de Claraval, que foi canonizado como S. Bernardo.”

Revista “Super Interessante”, nº 97, Maio de 2006

“GUERREIROS DE CRISTO” (II)

“Seja como for, o facto é que, naquele mesmo ano, ele e mais oito companheiros (a lista nos nomes existe, e todos parecem ter vindo da nobreza de França) fizeram um juramento sagrado. Os votos eram exactamente os mesmos de qualquer monge do século XII ou de hoje: pobreza, obediência e castidade. Porém, a sua missão era surpreendente: assegurar, de espada na mão, que os peregrinos tivessem acesso sem medo aos lugares sagrados.

Balduíno II deu-lhes como residência parte do que ele julgava ser o Templo de Salomão. Na verdade, tratava-se da Cúpula do Rochedo e da mesquita Al-Aqsa, construídas pelos muçulmanos no lugar onde o templo tinha existido na época de Jesus. É a origem do nome “templários”: o lugar ficou tão identificado com a ordem que muitos se referiam a ela como “o Templo”.

Começa então a funcionar a todo o vapor a fábrica de lendas sobre os templários. Pouco se ouve falar das suas actividades, o que atrapalha bastante quem tenta entender a forma como a ordem evoluiu nesse momento crucial. “Os documentos sobre essa fase da história dos templários são escassos. De 1120 até 1140, tudo é especulativo”, diz Ellis “Skip” Knox, da Universidade de Boise (Estados Unidos).

Isso permite que os mais delirantes falem de uma escavação secreta no terreno do antigo templo: Hugo e companhia teriam descoberto um segredo dos primórdios da cristandade mesmo por baixo do seu quartel. Só alguns nobres de elevado escalão teriam sido informados da “descoberta” e silenciaram-na, em conluio com a ordem.”

Revista “Super Interessante”, nº 97, Maio de 2006