Tomar

Blogue sobre Tomar, a sua história e actualidade

Leonel Vicente
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Archive for the ‘Património’


Rota dos Mosteiros Património da Humanidade

Decorreu no passado dia 1 de Junho, em Lisboa, na Torre de Belém, a apresentação oficial da “Rota dos Mosteiros Património da Humanidade”, integrando os seguintes monumentos, inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO: Convento de Cristo (Tomar), Mosteiro de Santa Maria da Vitória (Batalha), Mosteiro de Cister (Alcobaça) e Mosteiro dos Jerónimos (Lisboa).

Dada a localização de três deles na região Centro do País, foi apresentada candidatura comum (abrangendo os municípios de Tomar, Alcobaça e Batalha e IGESPAR) ao Programa Operacional Regional Centro, prevendo-se um investimento global que ascenderá a cerca de 15 milhões de euros, a realizar nos próximos três anos, compreendendo nomeadamente as seguintes áreas: qualificação de espaços públicos, equipamentos e serviços turísticos, promoção de eventos e animação cultural, criação de roteiros de visita e de uma plataforma digital da “rede”, a qual deverá estar plenamente funcional em 2012.

Prevê-se, adicionalmente, a apresentação de nova candidatura do IGESPAR para os três edifícios, visando a intervenção directa em recuperação de espaços, iluminação de percursos e cenários, e restauro de pedras.

Janela do Capítulo no Guia American Express

O  Guia turístico editado pela prestigiada American Express, seleccionou para a capa da sua edição relativa a Portugal, uma imagem da Janela do Capítulo, do Convento de Cristo, em Tomar.

(via Tomar a dianteira)

Site do Convento de Cristo

Convento de Cristo apresenta página na internet no Dia Internacional dos Monumentos

Na oportunidade do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, no próximo sábado, dia 18 de Abril, pelas 19h35, será apresentado o site do Convento de Cristo, uma das medidas do projecto de Inovação Tecnológica “Mil Anos de Sabedoria, da Idade Média ao século XXI”.

(via Nabantia – via Abrantes e não só)

Aqueduto dos Pegões na National Geographic

(via Nabantia – via Restauradores sem fronteiras Grupo Portugal)

Necrópole medieval descoberta em Tomar pode ser a maior da Europa

As escavações que decorrem junto à Igreja de Santa Maria do Olival, em Tomar, deram a conhecer aquela que pode ser a maior necrópole da Europa, em número de enterramentos (3.400) e em área, disseram os arqueólogos que acompanham a obra.

Arlete Castanheira, responsável da Geoarque Lda., empresa contratada pelo consórcio MRG Lena/Abrantina, que ganhou a empreitada da construção da ponte do Flecheiro e arranjo da zona envolvente, um dos projectos inseridos no programa Polis de Tomar, disse à Lusa que, apesar de saberem, desde o início, que existia uma necrópole no local, ninguém “previa que fosse desta dimensão”.

Desde o início dos trabalhos, em Novembro de 2007, foram encontrados cerca de 3.400 enterramentos, sendo que 40 por cento das sepulturas têm ainda ossários associados, afirmou à Lusa Elizabete Pereira, directora da escavação.

Pelo espólio encontrado junto às sepulturas (moedas, cerâmica, alfinetes para atar as mortalhas, pregos, contas, terços e alguns brincos e anéis), pensa estar-se perante uma necrópole moderna, com enterramentos feitos entre os séculos XIII e XVI, disse a arqueóloga, sublinhando que esta é uma escavação “com grande complexidade”, uma vez que vários enterramentos aparecem sobrepostos.

“Trata-se da maior necrópole da Europa em número de indivíduos e em área”, disse Arlete Castanheira, adiantando que as duas fases da escavação abrangem uma área total de 6.500 metros quadrados.

Todo o espólio osteológico recolhido está a ser encaminhado para a Universidade de Évora, que reúne condições para o manter em reserva, estando o espólio material à guarda do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), adiantou.

A fase actual da escavação está a atingir um nível de vestígios romanos, tendo sido encontrada cerâmica fina e vidro, bem como algumas estruturas de divisões de pouca dimensão e fornos que poderiam destinar-se à cozedura da cerâmica, disse Elizabete Pereira. “Dá para saber que a área foi usada no período romano e depois como necrópole na Idade Média”, disse.

Nas proximidades da igreja foram encontradas várias sepulturas estruturadas, que não foi possível associar a um estatuto social pois não apareceu espólio que sustente essa hipótese, afirmou Sérgio Pereira, também director de escavação.

Além dos relatórios mensais que vão dando conta do desenrolar dos trabalhos, a equipa de arqueólogos no terreno produzirá, quando terminar a intervenção, prevista para o final de Fevereiro, um relatório final, científico, já com o estudo dos materiais encontrados.

O presidente da Câmara Municipal de Tomar, Corvêlo de Sousa, disse à Lusa que a autarquia está a estudar a possibilidade de publicar os resultados finais da escavação no seu boletim municipal, bem como a realização de conferências e de uma exposição temporária com o espólio do material encontrado e as duas sepulturas estruturadas removidas, já com o objectivo de virem a ser expostas noutro local.

Corvêlo de Sousa referiu ainda que a possibilidade da musealização in situ de alguns dos achados, em particular de um conjunto de sepulturas estruturadas, não recebeu parecer favorável do IGESPAR, pelo que, eventualmente, será colocado no local um painel com informação sobre os trabalhos realizados.

Supõe-se que a actual igreja de Santa Maria do Olival remonte a meados do século XIII, tendo sido edificada no local onde teria existido um convento beneditino, mandado construir por São Frutuoso, arcebispo de Braga, no século VII.

O templo serviu de panteão à maior parte dos mestres templários e aos primeiros da Ordem de Cristo, dependendo, no tempo dos Templários, directamente da Santa Sé, não integrando por isso nenhuma diocese. Por bula papal de 1455 foi matriz de todas as igrejas dos territórios descobertos.

(Público / Lusa)

Tomar – Terra Templária

 

 

Numa parceria entre a Câmara Municipal de Tomar, o Convento de Cristo, a Escola E. B. 2, 3 Nuno Álvares Pereira e o Instituto Politécnico de Tomar, foi ontem apresentado (no Scriptorium do Convento de Cristo) o site Tomar Terra Templária, incluindo 170 conteúdos sobre a História e o Património de Tomar, ilustradas com cerca de 3500 imagens (fotografias; links; animações; 3D; fotografia 360º), sendo dirigido a toda a comunidade escolar, mas especialmente aos alunos do 4º ao 9º ano.

Integra-se no projecto Máquina do Tempo, uma iniciativa de carácter pedagógico, que tem por principais objectivos:

  • Aumentar a componente lúdica do ensino da História.
  • Utilizar as potencialidades de comunicação das novas tecnologias, como canal privilegiado entre os jovens e o Património.
  • Dinamizar a partilha de informação entre os diversos níveis e estabelecimentos de ensino.
  • Criar/produzir conteúdos/recursos educativos adaptados à realidade local/regional, através da parceria entre instituições.
  • Reforçar a utilização do castelo templário/Convento de Cristo como recurso e centro educativo.
  • Tornar o Convento de Cristo numa referência transversal a diversas disciplinas e níveis de ensino (1º Ciclo ao Ensino Superior).

“Patos-bravos”

Ainda a pretexto do artigo recentemente publicado pelo Expresso sobre a degradação do património arquitectónico em Portugal, Filipe Luís – na sua coluna “Sexto Sentido”, na revista Visão desta semana, sob o título “Patos-bravos”, artigo de que apresento de seguida alguns excertos – recupera a temática:

Vem a propósito recordar uma inquietante reportagem, publicada na última edição do Expresso, sobre a destruição de alguns dos nossos principais monumentos. Um país que não preserva, não divulga e não reutiliza o seu património edificado é um país inexistente, sem memória e sem identidade.

Os monumentos de que fala a reportagem, o Convento de Cristo, em Tomar, a Batalha, o Mosteiro de Alcobaça, a Sé de Lisboa, são testemunhos de pedra, e vítimas silenciosas, indefesas, da criminosa negligência e do alarve pato-bravismo de todos os governos dos últimos 30 anos, de que o actual Executivo de Sócrates em nada se distingue. Vítimas da irresponsabilidade da classe política, central e autárquica, analfabeta, boçal e gananciosa. Exemplos de recuperação, como o do Mosteiro de Tibães, em Braga, ou o caso de Mértola em pouco alteram o estado de coisas: cuidar do património, promover a História, divulgar os tesouros nacionais, cá dentro e lá fora, parece não render votos. O exemplo de Foz Côa é elucidativo. Mas quando se deixa cair a janela manuelina de Tomar, o caso é de polícia. Quem se senta no banco dos réus?

Sigamos as sentidas linhas do transmontano Miguel Torga, fascinado pela monumentalidade calcária da Estremadura: «Em nenhum outro sítio do País se encontra uma harmonia tão perfeita entre o corpo da terra e o espírito dos homens. A Batalha, o Castelo de Porto de Mós, o Mosteiro de Alcobaça, Óbidos e o Convento de Tomar apenas se compreendem ali, rodeados de colinas granjeadas e aureoladas pelo sol da História. (…) Nenhum outro ponto de partida mais sugestivo para levar a cabo a tarefa de entender e descrever Portugal.»

Filipe Luís, revista “Visão” (nº 827, 8 a 14 de Janeiro 2009)

Expresso aborda novamente a questão do Convento de Cristo

O jornal Expresso volta a referir o estado de conservação do Convento de Cristo (com artigo sob o título “”UNESCO diz que património é uma vergonha”), incluindo também (na sua versão online) o vídeo apresentado de seguida.

Em resposta, António Rebelo, no blogue “Tomar a dianteira“, escreve o seguinte artigo: “Convento a ruir? – Expresso reincide“.

Delito de Opinião – “As pedras não dão votos”

Mais um artigo a ler, publicado por Pedro Correia no novíssimo blogue “Delito de Opinião“.