Tomar

Blogue sobre Tomar, a sua história e actualidade

Leonel Vicente
tomar2 @ gmail.com


RSS Feed  | del.icio.us | Jottit | Twitter

Subscreva o Tomar via e-mail


Archive for the ‘História’


Conferência “A Ordem de Cristo e Tomar”


Conferência “A Ordem de Cristo e Tomar”, pelo Prof. Doutor João Alves Dias, domingo, 14 de Março, pelas 16 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal de Tomar 

(via Algures Aqui)

Monografia sobre Tomar, de António Granada

É lançada hoje uma monografia sobre Tomar, da autoria de António Granada, com desenhos do arquitecto Costa Rosa. Ainda no âmbito da evocação dos 850 anos da fundação de Tomar, está prevista também para este ano a edição dos Forais de Tomar.

Tomar – 850 anos

Bandeira

Celebrando a data de início da edificação do Castelo Templário pelo mestre dos cavaleiros portugueses do Templo, D. Gualdim Pais, a 1 de Março de 1160, Tomar comemora hoje os 850 anos da sua fundação.

Tomar foi elevada à categoria de cidade por alvará de D. Maria II, de 13 de Fevereiro de 1844.

No programa comemorativo, destaca-se nomeadamente a sessão solene evocativa do dia do município, a partir das 15h30, na Biblioteca Municipal, com Lurdes Craveiro apresentando Maria José Bento, na sua conferência sobre o Infante D. Henrique em Tomar.

Por seu lado, a Sociedade de Geografia, em Lisboa, organiza também uma sessão comemorativa dos 850 anos da Fundação do Castelo Templário de Tomar, com abertura por Aires Barros, e intervenções de Fernando Larcher (“Fundação Templária de Tomar”), Pereira Brandão (“O tempo e a formação da nacionalidade”) e Humberto Baquero (“Portugal e a Ordem dos Templários”).

Programa de comemorações dos 850 anos da fundação de Tomar

Foi hoje apresentado, em conferência de imprensa, o programa comemorativo dos 850 anos da fundação de Tomar, que se celebram no próximo dia 1 de Março – evocando o início da construção do castelo de Tomar, em 1160 -, sob o lema «Tomar cidade Templária, a Herança dos Séculos», compreendendo, ao longo de mais de um ano, exposições, lançamento de livros, visitas guiadas e conferências.

Nas palavras de Corvêlo de Sousa, presidente da Câmara Municipal: «Trata-se de um momento importante e que irá servir para divulgar a cidade e a sua história, a sua capacidade de gerar benefícios para a população, que é o que nos interessa fundamentalmente, ao nível da divulgação turística, do incremento desta actividade e da sua ligação à Cultura e à natureza. Aliás, o rio Nabão, a albufeira de Castelo de Bode e a do Carril vão ser objecto, a breve prazo, de um projecto de desenvolvimento das actividades já referidas, não só a nível da cidade mas também no que diz respeito ao concelho. Só assim se pode criar emprego. Estas comemorações são uma homenagem a quem constituiu aquilo que somos hoje».

Seminário Ibérico de Turismo Cultural e Património das Ordens Militares e de Cavalaria

Realiza-se nos dias 24 e 25 de Fevereiro, no Convento de Cristo – numa iniciativa da ADIRN – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte – o 1º Seminário Ibérico de Turismo Cultural e Património das Ordens Militares e de Cavalaria.

O programa é o seguinte:

24.02.2010

09h30 – Recepção dos participantes
10h15 – Painéis: situação e tendências da oferta / procura do turismo associado às Ordens Militares em Portugal
11h30 – Apresentação dos principais elementos patrimoniais relacionados com as Ordens Militares
12h45 – Apresentação dos questionários de valorização dos estabelecimentos turísticos
15h00 – Visita ao Convento de Cristo

25.02.2010

10h00 – Visita ao centro histórico de Tomar
11h30 – Apresentação do programa do projecto (Salão Nobre da Câmara Municipal de Tomar)
12h30 – Assinatura do protocolo de cooperação para o projecto transnacional (Portugal / Espanha), intitulado “Territoria Ordinum”

Elevação de Tomar à categoria de cidade – 166 anos

TOMAR
Lisboa, 12 de Fevereiro de 1844

Dona Maria, por graça de Deos, Rainha de Portugal, Algarves e seus Dominios, etc. Faço saber aos que esta Minha Carta virem que Eu fui servida de Mandar passar o Alvará do theor seguinte:

Eu a Rainha Faço saber aos que este Meu Alvará virem que, tendo-Me representado a Camara Municipal da notavel Villa de Thomar haver aquella terra, desde tempos immemoraveis até que foi arrazada pela irrupção dos Arabes, gozado da cathegoria de Cidade com a denominação de Nabancia, reunindo a esta circumstancia a sua grande notabilidade historica, e muitas e gloriosas recordações que lhe estão ligadas; e Attendendo não só ao allegado, mas a ser a mesma Villa uma das mais vastas e formosas destes Reinos, enriquecida com varias fabricas e ornada de numerosos e bellos edifícios, entre os quaes se distingue, por sua celebridade, o do extincto Convento da Ordem de Christo, possuindo, além destes, todos os mais elementos para sustentar com dignidade a cathegoria de Cidade; e Tomando finalmente em consideração os claros testemunhos que os Thomarenses Me têem dado da sua nobre dedicação ao Throno e Carta Constitucional da Monarchia: Hei por bem e Me Praz Deferindo á Representação da Camara Municipal do Concelho de Thomar, que a dita Villa do dia da publicação deste Alvará em diante, fique erecta em Cidade, denominando-se Cidade de Thomar, e que como tal goze de todas as prerogativas que direitamente lhe pertencerem. Pelo que, mando a todos os Tribunaes, Authoridades, Officiaes e mais pessoas a quem o conhecimento deste Alvará competir, que o cumpram como nelle se contém sem dúvida ou embargo algum. E por firmeza do que dito é Ordeno que, pela Secretaria d’Estado dos Negocios do Reino, se lhe passe Carta em dous differentes exemplares, que serão por Mim assignados e sellados com o Sêllo pendente das Armas Reaes; a saber: um delles para seu titulo, e o outro para se remetter á Torre do Tombo. Pagou de Direitos setenta mil reis, como constou de um Conhecimento em forma, com o numero mil setecentos e quarenta, e data de nove do corrente mez. Dado no Paço das Necessidades, aos doze de Fevereiro de mil oitocentos e quarenta e quatro. = RAINHA. = Antonio Bernardo da Costa Cabral.

E em observância deste Meu Alvará: Hei por bem e Me Praz que fique erecta em Cidade, com a denominação de Cidade de Thomar, a referida Villa, e que tal seja denominada, e haja todas as prerogativas que direitamente lhe pertencerem. Pelo que, Mando a todos os Tribunaes, Authoridades, Officiaes e mais pessoas a quem esta Minha Carta for mostrada, que hajam a sobredita Villa por Cidade, e assim a nomeiem sem duvida ou embargo algum. E por firmeza de tudo a Mandei passar, e vai por Mim assignada, e sellada com o Sello pendente das Armas Reaes, a qual se remetterá para o Archivo da mesma Cidade, para alli ser guardada como seu titulo. E do theor desta se passou outra para ser enviada á Torre do Tombo. E para que venha á noticia de todos Mando que seja estampada, e á margem do registo do dito Alvará se porá a verba necessaria. E esta Carta se registará nos Livros da Camara da dita Cidade e no Governo Civil do Districto de Santarém.

Dada no Paço das Necessidades, em treze de Fevereiro de mil oitocentos quarenta e quatro. = A Rainha com Rubrica e guarda. = Antonio Bernardo da Costa Cabral.

in Collecção Official da Legislação Portuguesa, anno 1844-1845, p. 31 – via Portugaliae Historica, Volume I, Lisboa, 1973, pp. 74 e 75

Comemoração dos 850 anos de Tomar

A comunidade tomarense radicada nos EUA desenvolverá, no próximo ano de 2010, iniciativas de evocação dos 850 anos da fundação de Tomar (em 1 de Março de 1160), nomeadamente um almoço de confraternização a 6 de Março, a realizar no Estado de New Jersey, assim como uma apresentação dos Tabuleiros na “Portuguese Parade”, a 10 de Junho, na Ferry Street, em Newark.

Evocação do VIII Centenário da Fundação de Tomar

Evocação do VIII centenário da fundação de Tomar (cerimónias realizadas em 1960), a acompanhar no “Museu Virtual de Thomar“) (via Nabantia)

As paisagens de Tomar e de Vila Nova da Barquinha na visão de um viajante

William Graham era um cidadão irlandês que tinha entrado em Portugal, por Lisboa, em 17 de Novembro de 1812, em plena Guerra Pensinsular (1807 -1814).

Na sua viagem ao longo do rio Tejo, de jusante a montante, passando pela Beira Alta, toda a zona litoral da Figueira da Foz até ao Porto, por Guimarães e Bragança, descreve-nos este escritor os hábitos das populações e das nossas gentes, as paisagens que mais o atraíram, o estado da nossa da agricultura, à data extremamente débil, as condições de vida do nosso povo e o estado das vias de comunicação daquela época.

[...]

“Dia 15 de Dezembro de 1812 – Seguimos para Tomar, a 12 milhas de distância, subindo e descendo montes quase todo o caminho. A estrada era muito má, de tal maneira que a artilharia não podia subir aos sítios altos.

Como as mulas e os burros são, geralmente, os meios de transporte neste País, as estradas, como se podia esperar, são miseráveis.

A paisagem estava coberta de arvoredo, especialmente abetos, e a estrada era tão intrincada que obrigava a servirmo-nos de guias.

À medida que nos aproximávamos de Tomar, observámos que se tratava de um lugar delicioso, agradavelmente situado numa planície, no sopé de um monte. Não é muito grande, mas as ruas são largas e limpas e as casas bem construídas e conservadas, muitas delas com varandas douradas, como em Lisboa. Existe aqui uma fábrica de tecidos, meias, etc., que, felizmente para os proprietários, os franceses nunca chegaram a danificar, tendo arrecadado uma contribuição a seu favor que chegou à quantia de cinquenta mil coroas novas (dois xelins e seis dinheiros).

(A ler, na íntegra, no Atalaia-V. N. Barquinha – via Nabantia)

175 anos da Batalha da Asseiceira

Há 175 anos, a freguesia da Asseiceira entrou na História com a importante batalha entre liberais e absolutistas.

D. Pedro, que abdicara da coroa brasileira em 1831, chegou à Terceira no ano seguinte, proclamando-se regente do reino; mesmo em clara inferioridade de forças, o exército liberal seguiria para o Continente e, apesar de praticamente derrotado com o Cerco do Porto de 1833, “contra-atacou” em várias localidades do país: o Duque de Terceira e o Almirante Napier tomaram o Algarve; Saldanha ocupou o Porto e, partindo para sul, conquistou Leiria, Torres Novas e Pernes; Sá da Bandeira tentou apoderar-se do Baixo Alentejo, o Duque de Terceira, dominaria sucessivamente Trás-os-Montes, as Beiras e Coimbra, vindo a alcançar o seu maior triunfo na “decisiva e difícil Batalha da Asseiceira, em 16 de Maio, onde desbaratou e pôs em fuga as tropas realistas e abriu caminho para a aproximação de Santarém e para a subsequente ocupação da cidade” (António Martins da Silva).

A ler, também, este artigo.