Tomar

Blogue sobre Tomar, a sua história e actualidade

Leonel Vicente
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Archive for the ‘História’


“Máquina do Tempo”

Numa parceria entre a Escola Básica 2/3 Nuno Álvares Pereira, Instituto Politécnico de Tomar (IPT), Câmara Municipal de Tomar e IGESPAR – Convento de Cristo, foi apresentado já há algum tempo o projecto “Máquina do Tempo“, um portal concebido pelo Gabinete de Informática do IPT (encontrando-se actualmente em fase de testes), destinado a crianças e jovens, entre os 8 e 16 anos, visando divulgar a História e Património de Tomar.

Templários e a Igreja

Afinal, a Igreja nunca considerou heréticos os Cavaleiros Templários!…

The Vatican has for the first time published the prayer the Knights Templar composed when “unjustly imprisoned”, in which they appealed to the Virgin Mary to persuade “our enemies” to abandon “calumnies and lies” and revert to “truth and charity”.

L’Osservatore Romano, the Vatican newspaper, said the prayer was further proof that the order, which was dissolved in the fourteenth century, was not heretical. The knights were innocent of the charges against them [...]

126 anos da inauguração da Biblioteca Popular de Tomar

“O município de Tomar, por tantos títulos célebre nos anos da história pátria, acaba de corresponder dignissimamente ao apelo do partido liberal, celebrando o primeiro centenário do grande estadista, Marquês de Pombal, com o esplendor próprio da magnitude do sentimento, que aquela apoteose simbolizava.

No dia 8 do corrente, pelas 7 horas da tarde, mais de três mil pessoas, que desta cidade e dos arredores haviam acorrido para assistir aos festejos, enchiam literalmente a formosa Praça em que se acham erectos os edifícios manuelinos dos Paços do Conselho e a monumental igreja de S. João Baptista, decorada com o seu elegantíssimo portal gótico, e interiormente com a sua singela arquitectura características daquela brilhante época da arte portuguesa.

A vasta sala das sessões da Câmara achava-se iluminada e adornada com festões de era, flores e numerosos troféus de bandeiras, tendo no centro legendas alusivas aos diversos actos do Marquês de Pombal. No topo da sala e junto à mesa das conferências, erguia-se o busto do célebre homem de estado. Todo este conjunto atraía a atenção dos circunstantes, que, cheios de admiração por aquele espectáculo novo, a visitavam com curiosidade.

À hora anunciada, 8 da noite, começou a deslizar o cortejo, seguindo pela rua Direita da Várzea Grande, rua da Graça, Levada, Corredoura até à Praça Nova, onde em sala abobadada dos Paços do Conselho se acha instalada a biblioteca municipal, que naquele acto ia ser inaugurada, como justo preito de homenagem à memória do Marquês de Pombal, o grande reformador da instrução em Portugal, e o que é mais, o iniciador da reforma dos estudos na velha Europa do século XVIII.

A banda marcial de uma filarmónica rompia a marcha à frente do cortejo, que imponente, deslizava alumiado pela fantástica luz de cem archotes.

Seguia-se a corporação dos bombeiros voluntários da fábrica de fiação, elegantemente fardados, e conduzindo uma das bombas, com escada, e convenientemente decorada; e por sua ordem as seguintes corporações:

Quatrocentas raparigas, operárias, que acompanhavam o carro da Indústria, apresentado pela mesma fábrica, decorado com uma estátua empunhando um martelo, e ornamentado elegantemente com instrumentos pertencentes a vários misteres, marchavam em vários agrupamentos, segundo as diversas oficinas a que pertenciam; seguindo-se os chefes das mesmas oficinas e o pessoal superior da administração;

O carro da agricultura, representado por uma semeadora de moderno sistema, elegantemente ornamentado com espigas e instrumentos de lavoura, e seguido pelos guardas campestres uniformizados, pela comissão representante da agricultura do concelho, e por vários agricultores que a ela se haviam reunido;

Seguia-se-lhe o carro da arte, tendo a forma de um pedestal de cantaria elegantemente ornado com ferramentas pertencentes às diversas artes e ofícios; flores e bandeiras, sobre uma elegante máquina de serralharia. Grande número de industriais e artistas seguiam este carro.

Após estes, tomou o seu lugar o corpo comercial, e logo atrás marchava o carro da ciência, de forma piramidal tendo no vértice um globo geográfico e na base, em volta, um pequeno prelo de ferro, repousando sobre jornais de várias terras do país, pilhas de livros artisticamente dispostos, mapas e diversos objectos de estudo, tendo ainda nas suas quatro faces diversos emblemas científicos, legendas, coroas de louro, flores e troféus de bandeira. Este carro era acompanhado pela Comissão de Instrução Pública, constituído pelo digno sub-inspector do círculo, professores secundários e primários; a que se haviam reunido vários outros professores públicos e particulares de todo o concelho.

Direcções de diversas associações de beneficiência e recreativas.

A junta da paróquia.

A direcção do Centro Democrático Eleitoral Thomarense.

O administrador do concelho, substituto.

A Câmara Municipal, o seu pendão desfraldado; diversos cavalheiros convidados, e uma outra filarmónica, que era seguido pelo enorme concurso do povo que de longe e da cidade correra a presenciar aquele acto extraordinário.

Se foi nobre, digno e levantado o pensamento da benemérita Câmara de Tomar, dando aos seus munícipes o estranho espectáculo do cortejo cívico, o povo tomarense não foi menos digno pela sensata percepção com que assistiu àquela festa patriótica destinada a elevar o espírito público à compreensão dos seus direitos e deveres na grande obra comum civilizadora.

Era realmente soberbo o cortejo atravessando imponente as ruas da cidade, e simbolizando o augusto princípio da gratidão que os cidadãos de todas as classes prestavam à memória de um estadista ilustre pelas suas obras. São estas as procissões do futuro e esta a crença que há-de estreitamente ligar por largo tempo os membros das sociedades.

A Praça e as ruas do trânsito brilhantemente iluminadas contribuíam para o esplendor da festa.

Chegando o cortejo à nova biblioteca, foi esta inaugurada, assinando-se o auto daquela solenidade, que por muito tempo ficará gravada na memória dos tomarenses juntamente com um sentimento de gratidão ao seu iniciador e aos corajosos colaboradores de instituição tão benemérita.

Findo aquele acto, a câmara municipal, os convidados, entre os quais se achavam muitas senhoras, e numerosíssimo concurso do povo, subiram à grande sala de sessões, onde foram proferidos discursos apropriados pelos Srs. Dr. Afonso Acácio Martins Velho, António dos Reis, Dr. António Teixeira, Francisco Viseu Pinheiro, João Guilherme de Carvalho e José Coelho Pereira, que foram muito aplaudidos.

E assim o povo de Tomar pagou nobremente a grande dívida, de que era credora à memória de um gigantesco vulto da história da pátria, e que tão mal apreciado tem por vezes sido, ou pela ignorância que obscurece a luz do entendimento, ou por negros ódios e mesquinhas vindetas, que há cem anos ainda duram no ânimo dos sucessores daqueles a quem a espada da justiça do grande ministro, animado por uma sublime ideia patriótica, afastou para o lado na sua gloriosa senda.”

Ernesto Loureiro, in “A Verdade”, nº 107, 14 de Maio de 1882, pp. 2 e 3
(via “Cidade de Tomar”, de 9 de Fevereiro de 2007)

700 anos do mandado de prisão dos Templários

A 13 de Outubro de 1307, por mandado papal, Filipe, “o Belo” (Rei de França) ordenava a prisão de todos os templários franceses.

Evocando esta data, a Zéfiro e a Delegação Estatal «Gualdim Pais» da Templespaña organizam um fim-de-semana dedicado a homenagear os Cavaleiros do Templo, evento que terá lugar na cidade templária de Tomar e no Castelo de Almourol, nos dias 13 e 14 de Outubro.

Na ocasião (dia 13, pelas 17h30, no Convento de Cristo) será também lançado o livro “Codex Templi - Os Mistérios Templários à Luz da História e da Tradição”, que tem por objectivo tornar-se uma obra de referência nesta matéria, transmitindo ao leitor “uma perspectiva integral e essencial sobre a Ordem do Templo”, num projecto da Delegação Estatal «Gualdim Pais» da Templespaña, reunindo um grupo de autores portugueses e espanhóis dedicados à investigação templária.

Esta enciclopédia aborda as origens da Ordem do Templo, a sua teologia, as suas regras, os seus documentos, os seus símbolos, a sua arquitectura, os seus usos e costumes, o seu aspecto militar, a sua capacidade financeira, a sua dimensão tradicional e espiritual, o seu processo inquisitorial, o seu apogeu e trágica queda…

O programa tem início no Sábado, dia 13, pelas 10 horas, com encontro no cais de Tancos, para embarque para a visita ao Castelo de Almourol. A partir das 15 horas, decorre uma visita guiada à cidade de Tomar, partindo da Igreja de São João Baptista (custo de 6 €, a pagar no Convento de Cristo).

No Domingo, dia 14, será realizada - a partir das 10 horas, também com um custo de 6 € - uma visita ao Convento de Cristo e (a partir das 15 horas) à Mata dos Sete Montes.

Para saber mais sobre os Templários, pode consultar algumas séries de textos que aqui fui publicando, nomeadamente a partir de excertos de obras:

- “O Segredo dos Templários – O Destino de Cristo”, Lynn Picknett e Clive Prince

- “Os Templários - Esses grandes senhores de mantos brancos”, Michel Lamy

- “O Pêndulo de Foucault”, Umberto Eco

“OS TEMPLÁRIOS EM ALMOUROL”

Um excelente documentário da autoria de Hugo Almeida, que pode visualizar também (em “alta qualidade”) aqui.

TEMPLÁRIOS EM DEBATE

Amanhã, pelas 22 horas, em Salvaterra de Magos, na “Cabana dos Parodiantes” (Av. Dr. Roberto Ferreira da Fonseca, n.º 40), terá lugar uma tertúlia dedicada aos templários, sua origem, história e sua actualidade. O escritor e historiador José Medeiros abordará o tema da formação dos Templários, assim como do seu deesenvolvimento por toda a Europa e de como foram perseguidos até quase se extinguirem. O papel desta ordem na realidade de Portugal na formação da empresa dos descobrimentos marítimos, assim como sua importância na actualidade.

(via Ordo)

CONVENTO DE CRISTO - “O PENTÁGONO” DOS SÉC. XIV, XV E XVI?

Paulo Alves, um leitor deste blogue propõe - com esta “pequena provocação” - a abertura de um debate online (aqui, no blogue Tomar) sobre Os Templários e os Cavaleiros de Cristo em Tomar, com o «objectivo de reunirmos o máximo de informação possível sobre este tema, mais que aliciante e que, se bem trabalhado, os Tomarenses que me perdoem, poderá, passados cinco séculos, “recolocar” Tomar no mapa de Portugal e do Mundo».

Aqui fica o convite à participação dos leitores…

TOMAR MEDIEVAL

Tomar medieval

(via História Medieval-1, “Atlas de Cidades Medievais Portuguesas” (Séculos XII a XIV), A. H. de Oliveira Marques, Iria Gonçalves; Amélia Aguiar Andrade – Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa / Instituto Nacional de Investigação Científica, 1990)

OS TEMPLÁRIOS NA IMPRENSA

- Edição portuguesa divulga documento secreto sobre templários
Diário Digital, 23 Out 2006
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=4&id_news=247570

- ‘O Perdão dos Templários’ - Inocência comprovada
Correio da Manhã, 23 Out 2006
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=218700&idCanal=13

- Os cavaleiros templários não cometeram heresia
Público, 23 Out 2006
http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=10&d=23&uid=&id=103658&sid=11453

- Documento sobre Templários em Livro
Jornal de Notícias, 23 Out 2006
http://jn.sapo.pt/2006/10/23/cultura/documento_sobre_templarios_livro.html

- História: Edição portuguesa divulga documento secreto sobre os Templários
Lusa, 23 Out 2006
http://www.lusa.pt/print.asp?id=SIR-8443164

(via “As Folhas da Zéfiro“)

ATLAS DE CIDADES MEDIEVAIS PORTUGUESAS - TOMAR (V)

1202: fome;
1206: epidemia de peste;
1227-41: concessão de indulgências aos visitantes de St.ª Maria de Tomar;
1295: arbitragem régia nas contendas entre Concelho e Ordem;
finais do séc. XIII: reconstrução da Igreja de St.ª Maria do Olival;
1311: extinção da Ordem do Templo;
1319: criação da Ordem de Cristo;
1323: o infante D. Afonso passa por Tomar em pé de guerra
1325 ss: conflitos entre o concelho e a Ordem de Cristo;
1348: Peste Negra;
1356?: Tomar, sede da Ordem de Cristo;
1373: tumultos populares;
1379: novos tumultos populares;
1384: passagem do exército castelhano. Tomar coloca-se ao lado do Mestre de Avis;
1385: passagem do exército português;
1406-10: conflitos entre o concelho e a Ordem;
1420: o infante D. Henrique é feito administrador da Ordem de Cristo. Carta de feira franca;
1434: nova carta de feiras francas;
1438: morte de D. Duarte em Tomar; aclamação de D. Afonso V;
1460: morte do infante D. Henrique;
1465: epidemia de peste;
1491: obras de ampliação do Convento de Cristo;
1493: epidemia de peste.

Manuel Sílvio Alves Conde

História Medieval-1, “Atlas de Cidades Medievais Portuguesas” (Séculos XII a XIV), A. H. de Oliveira Marques, Iria Gonçalves; Amélia Aguiar Andrade – Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa / Instituto Nacional de Investigação Científica, 1990

ATLAS DE CIDADES MEDIEVAIS PORTUGUESAS - TOMAR (IV)

Assistência:
Albergarias e Hospitais: 14 (St.ª Maria da Cadeia; S. Pedro; St.ª Iria 1; St.ª Maria a Velha; Santiago o Velho; S. João 1; Santiago o Novo; St.ª Iria 2; S. Bartolomeu; S. Martinho; Espírito Santo; S. Brás; S. Paulo; S. João 2;
Gafarias e Mercearias: 1 (St.º André);
Confrarias: 8 (St.ª Maria do Olival; St.ª Iria; St.ª Maria do Castelo; dos Almocreves; St. Cruz; St.ª Maria dos Anjos; S. Pedro; S. Sebastião)
Cultura: 1 escola conventual (Convento de Cristo); 4 bibliotecas (no Convento e 3 Igrejas).
Monumentos:
Civis: Casa da Câmara; Paços: D. Henrique; Paços da Várzea Grande; Paços do Vigário 1; Paços do Vigário 2; Estaus; Pontes: da Vila; dos Oleiros; de Peniche; Celeiros: celeiro da Ordem do Templo; casa do celeiro e adega; casa da Tulha;
Militares: Castelo dos Templários; Torre de Menagem; Torre pentagonal; torre do Relógio; torre circular Muralhas;
Religiosos: Charola dos Templários; Igreja de St.ª Maria do Olival; Igreja de St.ª Maria do Castelo; Convento da Ordem de Cristo; Igreja de S. João Baptista; Sinagoga.
Construção: Pedreiras: (calcário); barreiras; cal; madeira.
Abastecimento de água: fonte de S. Martinho; poços particulares.
Conjuntura:
1147: conquista da região de Tomar por D. Afonso Henriques;
1159: doação à Ordem do Templo da região de Tomar;
1160: início da reconstrução do Castelo;
1162: 1.º foral, concedido pela Ordem do Templo;
1174: 2.º Foral, concedido pela Ordem do Templo;
finais do séc. XII: construção da charola;
finais do séc. XII: construção da primitiva igreja de St.ª Maria do Olival;
1190: cerco de Tomar pelos Almorávidas;

Manuel Sílvio Alves Conde

História Medieval-1, “Atlas de Cidades Medievais Portuguesas” (Séculos XII a XIV), A. H. de Oliveira Marques, Iria Gonçalves; Amélia Aguiar Andrade – Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa / Instituto Nacional de Investigação Científica, 1990

ATLAS DE CIDADES MEDIEVAIS PORTUGUESAS - TOMAR (III)

Pesos e Medidas: padrão de Santarém
Sociedade: freires da Ordem de Cristo; proprietários rurais; comerciantes; assoldadados.
Legislação: foral de 1162; foral de 1174; foral de 1510 (Foral Novo).
Inserção administrativa: Vigairaria de Tomar (isenção episcopal); Comarca da Estremadura; Correição do Mestrado de Cristo; Almoxarifado do Mestrado de Cristo; Concelho (senhorial) de Tomar; Vila de Tomar
Administração Local: alcaide-mor; alcaide-pequeno; juízes (1312); vereadores (1318); procurador (1317); procurador substituto (1445); almotacé (1174); andador (1444); chanceler (1430); escrivães da Câmara (1444); 4 quadrilheiros (1445); 1 porteiro (1430); provedor da gafaria (a. 1437).
Locais de reunião: Alpendre de St.ª Iria (1383); Casa da Fala (1430); Casa da Relação (1444).
Tabeliães: 4 das notas (1500); 4 judiciais (1500).
Cortes: lugar no 4.º banco; capítulos especiais nas Cortes de 1438, 1439, 1498.
Organização militar: 32 besteiros (cidade e termo, fins do séc. XIII); 40 besteiros (+/- 1422).
Clero:
Secular: vigário; 15 capelães, 9 na vila, 6 no termo; cabido de St.ª Maria do Olival: +/- 13 clérigos; cabido de S. João Baptista: +/- 8 clérigos; Total (1527): 40 clérigos;
Regular: Ordem do Templo; Ordem de Cristo (+/- 30 freires em 1497; 38 freires em 1527).
Centros de Culto: igrejas paroquiais; igreja de S. Tomás de Cantuária; Ermidas e capelas: S. Pero Fim; S. Pedro; S. Miguel; St.ª Maria Madalena; St.º Ildefonso; St.ª Iria a Velha e St.ª Iria a Nova; St.º André; St.ª Maria da Cadeia (d. da Graça); S. Gião; S. Sebastião; St.ª Maria dos Anjos; St.ª Maria do Monte; S. Brás; Sinagogas: 1 (Judiaria); Cruzeiros: cruz de S. Martinho; recolhimentos das beatas: St.ª Iria.

Manuel Sílvio Alves Conde

História Medieval-1, “Atlas de Cidades Medievais Portuguesas” (Séculos XII a XIV), A. H. de Oliveira Marques, Iria Gonçalves; Amélia Aguiar Andrade – Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa / Instituto Nacional de Investigação Científica, 1990