Tomar

Blogue sobre Tomar, a sua história e actualidade

Leonel Vicente
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Archive for the ‘Freguesias’


FREGUESIA DE S. PEDRO DE TOMAR (I)

Tomar-Freguesia.jpegS. Pedro de Tomar é uma freguesia com uma longa história (cerca de 530 anos), apesar de a sua actual denominação apenas ter sido fixada em 1961, por despacho governamental.

Refere o “Livro das Igrejas”, patente no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em 1570: “Esta igreja (da Beberriqueira) era da freguesia de Nossa Senhora da Serra, da qual foi afastada depois do ano de 1474, no qual tempo era vigário desta vila D. Frei Pedro de Abreu, que foi o que mandou fazer o livro que se chama da Vigararia”.

Segundo o mesmo documento, a freguesia tinha 93 fogos, a maior parte dos quais concentrados nos lugares de Aldeia dos Cochões, Vale Cortiço, Ervedeira de Cima e Aldeia dos Fortes – doze em cada.

Em 1747, o Pe. Luís Cardoso, no seu “Dicionário Geográfico ou Notícia Histórica de todas as Cidades”, caracteriza S. Pedro: “Lugar na Província da Estremadura, Comarca e Prelazia de Thomar, “nullins Diocesis”: é de Sua Magestade: tem duzentos e quinze vizinhos. Está situado parte em campina, parte em vale, e parte em montes. (…) É esta terra abundante de águas; pelo meio a corta a ribeira da Louzaa, pela parte do Poente lhe corre o Rio Nabão e pelo Nascente o Rio Zêzere, de cujas águas e pescarias usão livremente em todo o tempo do ano”.

A referida notícia histórica descrevia ainda as edificações de carácter religioso existentes em Beberriqueira, de que se destacavam a Igreja Paroquial de S. Pedro e a ermida de Nossa Senhora do Ó.

(via ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias)

FREGUESIA DE S. JOÃO BAPTISTA (V)

Nas eleições autárquicas de Dezembro de 2001, os resultados foram os seguintes (com base em 3 510 votantes, num universo de 6 263 inscritos, ou seja, uma participação de 56 %):

- Câmara Municipal: PPD/PSD, 2 282; PS, 743; PCP-PEV, 129; BE, 124; CDS-PP, 88

- Assembleia Municipal: PPD/PSD, 1 926; PS, 963; PCP-PEV, 183; BE, 139; CDS-PP, 101

- Assembleia de Freguesia: PPD/PSD, 1 309 (6 mandatos); PS, 948 (4 mandatos); Independentes, 862 (3 mandatos); PCP-PEV, 143; BE, 63

FREGUESIA DE S. JOÃO BAPTISTA (IV)

As colectividades da freguesia são: Sociedade Republicana Marcial Nabantina, A.C.C.R. de Carvalhos de Figueiredo, Sporting Clube de Tomar, União de Tomar e Sociedade de Pesca Desportiva de Tomar.

As principais festas e romarias são a Festa dos Tabuleiros – de quatro em quatro anos (2 a 7 de Julho), Festa de Carvalhos de Figueiredo (15 de Agosto) e Festa das Cabeças (2 de Junho).

FREGUESIA DE S. JOÃO BAPTISTA (III)

As principais actividades económicas são a cerâmica, fabrico de tapetes e indústria de fundição.

Na gastronomia, destaque para o cabrito, fatias e queijinhos de Tomar, queijadas de chila e de amêndoa.

A nível de artesanato, realce para mantas de trapos, colchas, cantareiras, cântaros e guarda-louças antigos.

FREGUESIA DE S. JOÃO BAPTISTA (II)

A nível patrimonial destacam-se o Convento de Cristo, capelas de N. Sra. da Piedade, de N. Sra. da Conceição e de S. Gregório, Seminário das Missões, Mata Nacional dos Sete Montes, Sinagoga, Igreja matriz, Igreja de S. Francisco e Capela e fonte de S. Lourenço.

Outros locais a visitar são o Parque do Mouchão e o Jardim da Várzea Pequena.

FREGUESIA DE S. JOÃO BAPTISTA (I)

Tomar-Freguesia.jpegÉ a outra das duas freguesias que constituem a cidade de Tomar, juntamente com Sta. Maria dos Olivais.

Foi formada em 12 de Dezembro de 1933, com o desdobramento em duas do que até então era apenas a freguesia de Tomar; situa-se na margem direita do rio Nabão, incluindo o Mouchão, no meio do rio, enquanto que Sta. Maria dos Olivais ocupa a margem esquerda.

Integra nomeadamente os seguintes locais: Algarvias, Cabeças, Carvalhos de Figueiredo, Casal das Sortes, Juncais de Baixo.

(via ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias)

FREGUESIA DE STA. MARIA DOS OLIVAIS (V)

Nas festas e romarias, destaque para: Festa de Santa Iria (20 de Outubro – a principal festa da cidade) e Festa da Padroeira (15 de Agosto).

Nas eleições autárquicas de Dezembro de 2001, os resultados foram os seguintes (com base em 6 424 votantes, num universo de 11 141 inscritos, ou seja, uma participação de 58 %):

- Câmara Municipal: PPD/PSD, 4 403; PS, 1 102; PCP-PEV, 277; BE, 244; CDS-PP, 169

- Assembleia Municipal: PPD/PSD, 3 823; PS, 1 436; PCP-PEV, 364; BE, 298; CDS-PP, 206

- Assembleia de Freguesia: PPD/PSD, 4 077 (10 mandatos); PS, 1 286 (3 mandatos); PCP-PEV, 345; BE, 267; CDS-PP, 166

FREGUESIA DE STA. MARIA DOS OLIVAIS (IV)

As principais actividades económicas são a agricultura (tipo familiar), indústria de madeiras e aglomerados, pequeno e médio comércio e serviços.

Na gastronomia, referência para o cabrito assado, morcela de arroz com grelos, couves à D. Prior, arroz de lampreia, fatias de Tomar, “Beija-me Depressa” e queijadas de Tomar.

As colectividades da freguesia são: Sociedade Filarmónica Gualdim Pais, Associação de Cultura Canto Firme de Tomar, Centro Cultural Recreativo e Desportivo de Minjoelho, Centro Recreativo Cultural e Desportivo de Valdonas, Sociedade Columbófila de Tomar e Associação de Pesca do Rio.

FREGUESIA DE STA. MARIA DOS OLIVAIS (III)

A Igreja do Convento de Santa Iria apresenta também elementos de grande importância histórica e artística, como a porta de entrada e a capela fronteira à mesma, consideradas imóvel de interesse público.

Do Convento, pouco resta hoje em dia: uma fachada metida no rio, onde se pode ver um símbolo agrícola, o nicho de Santa Iria e o arco que se abre à entrada da rua do mesmo nome.

Refere o “Inventário Artístico de Portugal” em relação à fundação do Convento: “O que subsiste da vetusta clausura que é legítimo supor precedesse a fundação do castelo dos Templários, pela anterior integração tradicional na lenda de Santa Iria, além do templo totalmente transfigurado no quinhentismo, e dos restos do mosteiro, da mesma forma transformado por sucessivas obras, é, possívelmente, o Pego, que marca a génese da lenda e onde, num nicho, se abriga a imagem da santa. (…) A clausura de Santa Iria foi fundada por Mécia Vaz de Queirós, viúva de Pedro Vaz de Almeida, vedor do Infante D. Henrique, em 1523, que nela se recolheu com as suas filhas”.

FREGUESIA DE STA. MARIA DOS OLIVAIS (II)

A Igreja Paroquial de Santa Maria dos Olivais é monumento nacional, construído provavelmente no século XII, albergando os túmulos dos primeiros mestres da Ordem dos Templários, de Gualdim Pais a D. Lourenço Martins.

A fachada principal da igreja, marcada por três corpos, ostenta uma imponência arquitectónica invejável. O corpo central, firmado entre dois outros, maiores, apresenta um pórtico formado por arquivoltas assentes em capitéis rudes. Nos corpos laterais, rasgam-se duas janelas trilobadas de duplo espelho.

Interiormente, o templo tem três naves em cinco tramos, com os arcos erguendo-se de feixes de colunas de secção poligonal. Uma igreja, em suma, que é um orgulho para todos os tomarenses.

Como bem demonstrava o n.º 0 do Boletim Informativo da Junta de Freguesia: “Primeira sede de Freguesia, tornada matriz de todas as igrejas de África, Ásia e das Américas, na época dos descobrimentos; a capelinha que aí existia foi mais tarde ampliada e reconstruída, conservando no entanto, uma bela fachada gótica, a enorme rosácea, com o signus salomonis, símbolo dos cavaleiros templários e o seu famoso panteão”.