Tomar

Blogue sobre Tomar, a sua história e actualidade

Leonel Vicente
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Archive for the ‘Actualidade’


Índice de Poder de Compra por concelhos – Tomar em 91º

O concelho de Tomar surge posicionado em 91º lugar na lista dos 308 concelhos de Portugal, ordenada com base no Índice de Poder de Compra, conforme estudo divulgado pelo INE – Instituto Nacional de Estatística (dados reportados a 2007), e que tivera já oportunidade de aqui analisar no final do passado mês de Novembro e no início de Dezembro.

Numa tabela em que apenas 39 municípios se posicionam acima da média nacional (portanto com índice superior a 100), destaque para os primeiros: Lisboa, 235,74; Oeiras, 172,95; Porto, 170,5; Cascais, 155,74; Alcochete, 144,81; Faro, 141, 55; Porto Santo, 139,92; Coimbra, 139,13; Montijo, 137,64; e Funchal, 135,44.

No pólo oposto surgem – como concelhos mais pobres – Vinhais, 45,88; Ribeira de Pena, 46,34; Sernancelhe, 46,95; Celorico de Basto, 47,55; Penalva do Castelo, 47,58; Carrazeda de Ansiães, 47,64; Penedono, 47,71; Tabuaço, 47,75; Resende, 47,95; e Valpaços, 48,29 – integrando os 2 concelhos cujo poder de compra é inferior a metade da média nacional.

Tomar, com um índice de 82,55, surge a meio dos concelhos da área do Médio Tejo, os quais apresentam o seguinte escalonamento: 1º Entroncamento (111,98); 2º Torres Novas (91,38); 3º Abrantes (86,90); 4º Constância (83,84); 5º Tomar (82,55); 6º Ourém (74,17); 7º Alcanena (71,11); 8º Sardoal (65,25); 9º Vila Nova da Barquinha (64,96); e 10º Ferreira do Zêzere (57,63).

Tribunal de Contas confere visto prévio à subconcessão Pinhal Interior

O Tribunal de Contas decidiu conceder visto prévio ao contrato de subconcessão “Pinhal Interior”, celebrado entre a Estradas de Portugal e um consórcio liderado pela Ascendi, do grupo Mota-Engil.

Esta subconcessão corresponde ao maior empreendimento rodoviário do conjunto de subconcessões lançadas a concuso pela Estradas de Portugal, compreendendo uma extensão total de 567 quilómetros (173 dos quais de novas estradas) – incluindo a construção do IC3 entre Tomar e Coimbra.

O investimento total previsto durante os 30 anos da concessão atinge os 1244 milhões de euros, dos quais cerca de 940 milhões de euros respeitando aos custos com construção e concepção.

Custódio de Paialvo

Custódio, além de nome pessoal pode ser igualmente, na abundância de significados da língua portuguesa, adjectivo de protector, defensor, guardião. Custódio Ferreira anunciou na última Assembleia Municipal o seu afastamento, eventualmente temporário, da vida política.

Custódio Ferreira é um Ser Político por quem só podemos ter elevada estima. Além do que imagino da sua vida durante o anterior regime, sei da sua biografia que foi Deputado à Assembleia Constituinte após o 25 de Abril, foi membro do Comité Central do PCP, é autarca há mais de 30 anos, os últimos 16 como Presidente da Junta de Freguesia de Paialvo, onde agora foi substituído.

Não é a primeira vez que elogio “adversários” políticos, mas o Custódio Ferreira é especial. Separam-nos 50 anos de vida. Entre mim e ele muitas gerações de diferentes oportunidades, diferentes concepções do país, do mundo, da vida.

Mas elogiar Custódio Ferreira é elogiar a Política. E isso é, cada vez mais nos tempos que correm, de superior importância. Enaltecer aqueles que entregam a sua vida, o seu tempo, a sua experiência e sabedoria acumulada em prol das suas comunidades, em prol dos demais, e vezes demais a comunidades pouco agradecidas, que mais exigem que reconhecem, que mais ofendem até, do que agradecem.

[...]

Por tudo isto, ideologias à parte, Custódio Ferreira, Homem Político, merece sem dúvida a admiração de todos. Na sua despedida na Assembleia Municipal, fiel ao significado do nome que carrega, afirmou-se realizado por sempre ter defendido os interesses dos mais necessitados e em particular da sua freguesia. A todos nós só resta pedir que o seu exemplo nos continue a inspirar.

(ler artigo completo no Algures Aqui, de Hugo Cristóvão)

Evocação do Cerco de Tomar de 1190

Decorre no próximo dia 11 de Julho (domingo), entre as 10 e as 13 horas, no Turismo – Mata – Castelo Tomar, uma evocação do “Cerco de Tomar de 1190″.

Depois da conquista, e início da construção do Castelo de Tomar, por Gualdim Pais, a 1 de Março de 1160, os muçulmanos ripostariam, e, em 1190, sob o reinado de D. Sancho I, após terem começado por reconquistar o castelo de Silves e o Algarve, fariam mesmo recuar os portugueses até aos limites constituídos pelo Rio Tejo, conquistando sucessivamente os castelos de Alcácer do Sal, Palmela e Almada, cercando Santarém, destruindo Torres Novas e Abrantes.

A 13 de Julho de 1190, o Castelo de Tomar seria cercado por cerca de 900 guerreiros conduzidos pelo califa Almançor (Abu Yusuf Ya’qub al-Mansur), tendo os árabes chegado mesmo a transpor a porta de Almedina (que dá, actualmente, para a mata dos Sete Montes), a qual passaria a ser conhecida como Porta do Sangue.

Ao fim de 6 dias de ataques, sempre sob a defesa de Gualdim Pais (então já com a idade de 72 anos) e dos Templários – avisados do avanço muçulmano através das atalaias existentes entre o Castelo de Almourol e Tomar -, os cerca de 200 portugueses instalados no Castelo conseguiriam aí deter a ofensiva muçulmana, obrigando o rei de Marrocos a levantar o cerco a Tomar, dando oportunidade ao início de novo ciclo de expansão do domínio português sobre o território.

Lançamento de selos alusivos às judiarias portuguesas

Realiza-se hoje em Tomar, na Sinagoga, pelas 15 horas, o lançamento nacional de uma série de selos dos CTT, alusivos às judiarias portuguesas, com a aposição do carimbo de primeiro dia na correspondência.

O local escolhido corresponde ao único templo judaico proto-renascença actualmente existente em Portugal, evocando a importância da comunidade judaica de Tomar no século XV, que, sob a protecção do Infante D. Henrique, registou então significativo crescimento, conduzindo à criação da dita judiaria e à construção da Sinagoga, no lado poente da actual Rua Dr. Joaquim Jacinto.

A sua arquitectura, revestida de carácter simbólico, é alusiva às 12 tribos de Israel, representadas pelas mísulas embebidas nas paredes, representando as 4 colunas que suportam o tecto as quatro matriarcas: Sara, Rebeca, Lea e Raquel.

ASAE fecha mercado de Tomar por falta de condições de higiene

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) encerrou esta quinta-feira o mercado diário de Tomar, por falta de condições de higiene, informou à agência Lusa o presidente do município.

Segundo o autarca, Corvêlo de Sousa, a ASAE fez inspecções no local e concluiu que este espaço não apresentava condições de higiene e segurança alimentar para continuar a funcionar.

«Os inspectores detectaram falhas técnicas inegáveis, sobretudo no que diz respeito à falta de canalizações para escoar as águas e os resíduos de produtos como o peixe e a carne», referiu, acrescentando que a autarquia aprovou em Março um projecto de remodelação do mercado que ainda não conseguiu executar.

Corvêlo de Sousa assegurou que o município já está a procurar um espaço alternativo para acolher a mais de meia centena de comerciantes que operava no recinto.

Para o presidente da Câmara de Tomar, a inspeção da ASAE «foi fora de tempo e desadequada», já que a autarquia tinha anunciado que iria «fazer as obras necessárias logo que estivessem terminados os prazos dos concursos».

«É uma situação que vai afetar muito os comerciantes porque muitos já se foram abastecer hoje e amanhã [na sexta feira] não sabem o que hão de fazer aos seus produtos», lamentou Corvêlo de Sousa.

O autarca adiantou que o mercado semanal que funciona no exterior do edifício não vai ser afectado.

(TSF)


(SIC)

José Saramago – 1922-2010

Natural da aldeia de Azinhaga (concelho da Golegã), onde nasceu a 16 de Novembro de 1922, José Saramago, Prémio Nobel da Literatura em 1998, e também distinguido com o “Prémio Camões” (em 1995), faleceu hoje, aos 87 anos, na ilha de Lanzarote (Canárias), em Espanha, onde residia há vários anos.

Escritor tardio (não obstante ter publicado o primeiro livro, “Terra do Pecado”, em 1947), da sua obra destacam-se os romances: Manual de Pintura e Caligrafia(1977), Levantado do Chão (1980), Memorial do Convento (1982), O Ano da Morte de Ricardo Reis (1984), A Jangada de Pedra (1986), História do Cerco de Lisboa(1989), O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), Ensaio Sobre a Cegueira(1995), Todos os Nomes (1997), Ensaio Sobre a Lucidez (2004), As Intermitências da Morte (2005), A Viagem do Elefante (2008) e Caim (2009).

Concurso Fotográfico Amador “Tomar, a Cidade”

Chegou ao seu termo o concurso fotográfico amador promovido por Luís Ribeiro no seu blogue “Tomar, a Cidade!“, divulgando «novos olhares» sobre Tomar.

Pode ver as dez fotos mais votadas aqui, ou a sua totalidade na página do Facebook onde decorreu o evento.

Parabéns pela iniciativa!

Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses – 2008

Numa edição da OTOC – Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, foi recentemente publicado o “Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses – 2008″, que apresenta a seguinte principal conclusão: «Os indicadores económico-financeiros e patrimoniais dos 308 municípios pioraram em 2008. A confirmá-lo está o facto das dívidas globais terem aumentado em 460 milhões de euros de um ano para o outro, as disponibilidades caírem 65 milhões e o número de municípios que não recorreram a empréstimos ter passado de 90 para 78».

Dos 308 municípios, um total de 128 registam receitas próprias inferiores a 25 por cento das receitas totais, traduzindo uma significativa dependência do financiamento do Estado – que assegura, durante este ano, cerca de 3 mil milhões de euros de transferências para o Poder Local.

Em termos globais existiam 219 empresas municipais (nomeadamente 36 na área do desporto, 27 na cultura, 22 de gestão de equipamentos e 15 de consultadoria de negócios), para além de 30 serviços municipalizados.

Autarquia vai intervir no Convento de Santa Iria a partir da próxima semana

A Câmara Municipal de Tomar vai realizar, na próxima semana, uma intervenção preventiva no que ainda resta do edifício do Convento de Santa Iria. A informação foi avançada, em primeira mão à Hertz, pelo vereador Luís Ferreira que, no programa Uma Hora Com…, referiu que, só esta terça-feira, é que ficou concluído o processo burocrático que permite essa mesma intervenção.

Dois meses depois da primeira derrocada, essa intervenção visa retirar carga ao edifício: «Pensamos que dentro de uma semana essa intervenção pode iniciar-se. Será uma intervenção de emergência. Dir-me-ão que dois meses é demasiado para iniciar uma intervenção deste género e eu concordo. É, de facto, uma tristeza. Em relação a essa intervenção, irá consistir em retirar carga, ou seja, vamos retirar partes substanciais dos telhados que estão a abater, assim como algumas das paredes interiores que estão em risco». Questionado, ainda, sobre o actual edifício dos Bombeiros e da necessária remodelação ou eventual transferência, Luís Ferreira disse que o assunto não está esquecido. Deverão ser tomadas decisões em breve mas a actual situação do país condiciona o avanço deste processo: «O nosso quartel vai fazer quarenta anos, pelo que necessita de uma de duas soluções. Ou investimos no espaço e mudamos algumas das valências, melhorando as condições, ou teremos de pensar noutra localização, criando outro quartel de raiz. Isso só seria possível num enquadramento mais vasto, que já foi abordado com a secretaria de estado da protecção civil. Estaria em causa um espaço numa zona fora da cidade, perto das acessibilidades, onde ficaria uma base de apoio logística e onde seria incorporado um novo quartel. Esta ideia foi lançada na campanha eleitoral, havia uma expectativa que se mantém, mas há que ter em consideração a situação que o país atravessa. Não posso adiantar muito mais do que isto mas, mais tarde ou mais cedo, vão ter que aparecer soluções».

(Rádio Hertz)