Tomar

Blogue sobre Tomar, a sua história e actualidade

Leonel Vicente
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CAMPEONATO NACIONAL HÓQUEI EM PATINS

Concluiu-se o Campeonato Nacional de Hóquei em Patins da II Divisão, com a “categórica” vitória do Sp. Tomar na “Poule B” da Zona Norte (série em que participa também outra equipa do concelho, a ACR de Santa Cita - a concluir a prova num bom 5º lugar).

                   Jg   V   E   D     G     Pt
 1 Sp. Tomar       18  13   2   3   87- 50  41
 2 HC Marco        18  11   1   6   80- 48  34
 3 J. Pacense      18  10   3   5   75- 60  33
 4 Ac. Porto       18  10   3   5   74- 55  33
 5 ACR S. Cita     18   9   2   7   79- 61  29
 6 Ac. Feira       18   9   2   7   57- 50  29
 7 AD Barcelos     18   8   3   7   66- 57  27
 8 Biblioteca      18   4   2  12   47- 72  14
 9 Fânzeres        18   4   -  14   44-105  12
10 Barcelinhos     18   2   2  14   61-102   8

A partir do próximo fim-de-semana, aqui apresentarei uma resenha das presenças do Sp. Tomar no Campeonato Nacional da I Divisão de Hóquei em Patins, assim como das suas participações nas provas europeias (Taça CERS).

FESTIVAL “FATIAS DE CÁ”

fatias_de_ca_logo.gifDecorre a partir de hoje - e ao longo dos próximos fins-de-semana, no Convento de Cristo em Tomar, um “Festival Fatias de Cá”.

Nas próximas 5 semanas, ao Sábado e Domingo - sempre com início às 19h18m! -, os “Fatias de Cá” levam à cena 10 peças de teatro: a começar, hoje, “Comédia da Marmita; amanhã, “As Ligações Perigosas”.

No fim-de-semana de 10 e 11 de Julho, serão representadas as peças “Diálogo das Compensadas” e “A Tempestade”.

A 17 e 18 de Julho, “T de Lempicka” e “A Morte do Lidador”.

No Sábado, dia 24 de Julho, “Corto Maltese”, seguindo-se no Domingo, “Viriato”.

Este festival encerra-se nos dias 31 de Julho, com “Inês” e 1 de Agosto, com “A Flauta Mágica”. O preço dos bilhetes para cada representação é de 15 euros, tendo sido também emitido um bilhete de conjunto, para todos os espectáculos, pelo preço global de 100 euros.

FREGUESIA DE PAIALVO (V)

Nas eleições autárquicas de Dezembro de 2001, os resultados foram os seguintes (com base em 1 390 votantes, num universo de 2 373 inscritos, ou seja, uma participação de 59 %):

- Câmara Municipal: PPD/PSD, 634; PS, 331; PCP-PEV, 251; CDS-PP, 54; BE, 34

- Assembleia Municipal: PPD/PSD, 528; PS, 381; PCP-PEV, 302; CDS-PP, 43; BE, 30

- Assembleia de Freguesia: PCP-PEV, 787 (6 mandatos); PPD/PSD, 326 (2 mandatos); PS, 200 (1 mandato)

DESTAQUE “O TEMPLÁRIO”

O jornal “O Templário” apresenta, na sua edição de ontem, a segunda parte do destaque sobre a “blogosfera regional de Tomar”, desta vez ocupado na íntegra com uma entrevista que muito me honra, a propósito deste “blogue”, a qual passo a transcrever:

Quando surgiu o blogue http://tomar.blogs.sapo.pt/?

A ideia já “germinava” há algum tempo (na sequência do desenvolvimento de outro blogue que mantenho - “Memória Virtual” - http://memoriavirtual.weblog.com.pt), mas “resolvi-me” finalmente a dar-lhe início no dia 1 de Março (de 2004), “comemorando” a data da fundação da nossa cidade.

Qual a estatística de visitantes?

Em pouco mais de 3 meses, o “Tomar” ultrapassou já as 4 000 “pageviews”, por cerca de 2 100 visitantes; oscilando entre os 20 e os 30 visitantes diários (com naturais quebras aos fim-de-semana). É uma “audiência” modesta, mas que me dá muita satisfação saber que vêm uma vez e “regressam”, traduzindo algum interesse ou curiosidade. Cada visitante traduz-se num importante incentivo.

Como define o seu blogue?

O “Tomar” é um blogue de carácter exclusivamente regional, tendo por objectivo prioritário divulgar o que de melhor existe no nosso concelho, algo da sua história, cultura, grandes figuras e riquezas arquitectónicas, a par do registo de acontecimentos relevantes para a cidade e restantes freguesias.

É dos poucos blogues assinados. Qual a sua opinião sobre os blogues anónimos?

Compreendo a existência de blogues anónimos, na medida em que são escritos, abordam temas e emitem opiniões de pessoas cuja envolvente profissional ou outra não “recomenda” a divulgação da identidade do autor. No meu caso pessoal, não senti a “necessidade” desse anonimato.

Algumas críticas que surgem nos blogues são anónimas. Não será um pouco cobarde criticar sem assumir a autoria da crítica? Este aspecto não potencia o risco da impunidade?

Esta é uma questão bastante complexa. “Eticamente”, seria tentado a apenas julgar aceitável que sejam emitidas críticas “anónimas” (num espaço aberto como é a “blogosfera”), desde que - e em particular no caso das críticas serem expressamente direccionadas a alguém em particular -, o visado pudesse ter a possibilidade de contrapor essas críticas (implicando preferencialmente que, nesse caso, soubesse a identidade de quem o critica). Mas há sempre a necessidade de considerar situações de excepção.

A internet veio criar um novo espaço de intervenção pública?

A “massa crítica” dos utilizadores da Internet em Portugal é ainda relativamente reduzida, embora se verifique um crescimento assinalável nos últimos anos. De qualquer forma, parece inegável que, em particular os blogues, vieram abrir uma nova “janela” de intervenção pública, dando espaço de intervenção a alguns (ainda poucos) milhares de portugueses. E mostrar que há muitas pessoas a escrever (muito) bem português e a ter a capacidade de argumentar e debater ideias, para além dos (relativamente fechados) circuitos tradicionais.

E, na sua opinião, qual o futuro dos jornais em suporte papel?

Na minha opinião, os jornais em papel terão ainda uma “longa vida”; pessoalmente, a palavra impressa exerce sobre mim um importante “poder de atracção”, para já insubstituível. A Internet é um veículo preferencial para “pequenos textos”, com regulares actualizações “online” (quase que substituindo o papel que coube à rádio durante décadas). Num âmbito mais vasto, não me parece que os blogues constituam qualquer tipo de ameaça aos jornais; são meios distintos que, mais do que “concorrentes”, poderão ser “complementares”.

Quais os sites ou blogs que aconselha?

Esta seria uma (muito) longa lista… Procurando seleccionar blogues de carácter mais “generalista” e abrangente, indicaria 10 blogues “nacionais” (http://abrupto.blogspot.com, http://aviz.blogspot.com, http://barnabe.weblog.com.pt, http://bde.weblog.com.pt, http://marretas.blogspot.com, http://www.bloguitica.blogspot.com, http://causa-nossa.blogspot.com, http://desblogueadordeconversa.blogspot.com, http://www.marsalgado.blogspot.com, e http://terrasdonunca.blogspot.com) e 3 blogues de cariz regional (www.thomar.blogspot.com, http://santacita.blogspot.com e http://www.tomar.blogspot.com).

Em termos mais pessoais, não poderia deixar de referir ainda alguns “amigos virtuais”, com blogues muito bons: http://adufe.weblog.com.pt, http://icosaedro.blogs.sapo.pt, http://innersmile.livejournal.com, http://100nada.weblog.com.pt e http://retorta.typepad.com/blog).

Outros comentários…

Queria aproveitar a ocasião para agradecer a atenção que “O Templário” tem dedicado aos blogues, em particular os mantidos por tomarenses. A divulgação que deles vai fazendo parece-me uma contribuição decisiva para o enriquecimento de uma perspectiva regional.

JÁCOME RATTON (V)

No parágrafo 45 das suas memórias, Jácome Ratton escreveu sobre a importância do reinado de D. José, e do governo do marquês de Pombal, para o estabelecimento das várias manufacturas existentes na época:

“§ 45. Meios gerais empregados no Governo do Senhor Rei D. José para promover a introdução das Artes fabril em Portugal, e seus bons efeitos.

Os grandes subsídios dados pelo Governo, para a introdução das artes fabris em Portugal, a isenção de direitos sobre as matérias primas vindas de fora, assim como também aqueles de exportação sobre tais Manufacturas, e suas entradas francas nos Domínios do Ultramar, a introdução proibida no Reino de correspondentes manufacturas estrangeiras, e a rigorosa observância das leis repressivas do contrabando têm sido os princípios políticos a que se deveu a diversidade, e multiplicidade de estabelecimentos úteis; por efeito dos quais ficaram no país enormes somas, que antes passavam a nações estrangeiras, com gravíssimo prejuízo de Portugal, de cujas somas se poderá formar juízo comparando a balança do comércio de uns anos com outros, cuja balança se principiou a formar no Reinado da Rainha N. S. Que Deus Guarda à custa do Cofre da Real Junta do Comércio, que seria de muita utilidade publicar-se pela imprensa, para ilustração da parte pensante e instruída da nação principalmente para aqueles que influem no Governo poderem descobrir em um golpe de vista objectos de tanta importância; e até calcular os desastrosos efeitos que poderá produzir o tratado de comércio de Fevereiro de 1810, se se não tomarem em séria consideração, quanto antes, para se lhes obstar por todos os meios possíveis.

O tratado feito por Methuen, e Roque Monteiro Paim, ainda que arruinou muitas artes fabris, que havia no Reino, principalmente aquelas de lanifícios, cujas manufacturas estrangeiras não eram admitidas antes deste tratado, que teve por objecto a admissão dos panos ingleses, em compensação dos vinhos de Portugal pagarem de entrada em Inglaterra uma terça parte menos do que aqueles de França, e isto sem especificar a proporção de direitos de entrada dos ditos lanifícios, nem de outro género algum, tem sido modificado pelo Governo regenerador do Sr. Rei D. José.”

FREGUESIA DE PAIALVO (IV)

As colectividades da freguesia são: Sociedade Filarmónica Payalvense, Sociedade Recreativa Instrutiva e Desportiva Vilanovense, Centro Recreativo dos Trabalhadores da Peralva, Associação Recreativa Cultural e de Melhoramentos “Estrela Azul” de Carrazede e Carrascal, Centro Recreativo Cultural e Desportivo do Rancho Folclórico da Peralva, Centro de Cultura e Recreio da Charneca da Peralva, Sociedade Recreativa e Cultural Curvaceirense, Rancho Folclórico das Curvaceiras e Associação de Cultura e Recreio “Os Bravos”.

As Festas e Romarias celebram-se: Festa da Padroeira (8 de Dezembro) e S. Brás (primeira quinzena de Fevereiro).

JÁCOME RATTON (IV)

Escreveria no exílio (em 1813) o que se tornaria uma das principais fontes documentais sobre a história económico-social de Portugal na Segunda metade do séc. XVIII: “Recordacoens de Jacome Ratton, fidalgo cavalleiro da Caza Real, cavalleiro da ordem de Christo, ex-negociante da praça de Lisboa, e deputado do tribunal supremo da Real Junta do Commercio, Agricultura, Fabricas e Navegação. Sobre occurrencias do seu tempo, em Portugal, durante o lapso de sessenta e tres annos e meio, aliás de maio de 1747 a setembro de 1810, que rezidio em Lisboa: acompanhadas de algumas subsequentes reflexoens suas, para informaçoens de seus proprios filhos. Com documentos no fim. Londres. Impresso por H. Bryer, Bridge Street, Blackfriars, 1813″.

Ainda em 1816, publicaria no “Investigador portuguez” um artigo “Pensamentos patrioticos. Imperio luso”.

Industrial e negociante da praça de Lisboa; deputado do tribunal supremo da Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação; fidalgo cavaleiro da Casa Real e cavaleiro da ordem de Cristo, Jácome Ratton terminaria a vida em Lisboa cerca de 1821 ou 1822.

Em 1884, seria fundada em Tomar a Escola Jácome Ratton, a qual passaria a designar-se, em 1925, “Escola Industrial e Comercial de Jácome Ratton” (funcionando na Av. Cândido Madureira, actuais instalações do Instituto Politécnico de Tomar); em 1958, passaria para as actuais instalações na Av. Maria II.

Em 1979, adoptaria a actual denominação de “Escola Secundária Jácome Ratton”, tendo comemorado, no passado dia 17 de Maio, 120 anos.

Dispõe actualmente de 850 alunos, com cursos gerais vocacionados para a continuação dos estudos, mas também cursos tecnológicos, orientados para a integração na vida activa.

FREGUESIA DE PAIALVO (III)

A ermida de Santa Luzia, no lugar de Peralva, é um pequeno templo, com altar-mor e dois altares colaterais. Estes têm nos retábulos uma pintura a óleo sobre madeira, do século XVII, representando os quatro Evangelistas. Há nesta ermida uma escultura de S. Brás, quinhentista.

As principais actividades económicas são a pecuária (gado ovino e caprino) e a transformação de mármores, para além da agricultura, avicultura, suinicultura, fabrico de azulejos, lagares de azeite, construção civil, comércio e serviços.

Na gastronomia, referência particular para o bacalhau assado na brasa com batata a murro.

No artesanato, destacam-se a olaria e o fabrico de azulejos pintados à mão.

JÁCOME RATTON (III)

A Fábrica de Fiação de Tomar seria, ao longo de cerca de 2 séculos, uma das principais âncoras da cidade, dando emprego a famílias inteiras, assumindo um papel decisivo na economia local.

Após longo período de “agonia”, de mais de duas décadas, a Fábrica entraria em processo de falência.

Em 1802, devido ao valioso contributo prestado à Indústria Nacional, Jácome Ratton recebe o foro de Fidalgo da Casa Real, após ter sido já distinguido com a designação de Cavaleiro da Ordem de Cristo.

Porém, na sequência da invasão francesa de 1807, por Junot, o facto de ser de origem francesa e as suas ideias progressistas levaram a que fosse indiciado de tendências jacobinas, sendo acusado de colaboracionista, vindo a ser uma das vítimas da “Setembrizada”; em 1810, já entretanto demitido do cargo de deputado da Junta do Comércio, seria, na noite de 10 para 11 de Setembro, preso na Torre de S. Julião, e transportado para a ilha Terceira, vindo a conseguir exilar-se voluntariamente em Inglaterra, de onde regressaria apenas em 1816.

FREGUESIA DE PAIALVO (II)

A igreja paroquial de Nossa Senhora da Conceição é um templo já com mais de quatrocentos anos, embora tenha sofrido modificações posteriores.

A frontaria tem empena de bico, ladeada por uma torre sineira, com uma janela de coro e um óculo na parte superior.

Ladeiam a porta dois nichos de pedra lavrada, com ornatos renascentistas de origem. Cada um abriga a sua imagem: de um lado, Nossa Senhora Mãe dos Homens; do outro, a Santíssima Trindade. São ambas de pedra e do mesmo período.

Ainda na fachada, duas pilastras dão a ideia de não terem sido acabadas.

Interiormente, na nave, há dois altares laterais, dois colaterais e o altar-mor. Têm todos retábulos com talha dourada oitocentista e um silhar de azulejos azuis e amarelos do tipo “padrão”, do século XVIII, que revestem também toda a capela-mor. O tecto da igreja ainda é o inicial, de esteira, pintado com motivos ornamentais.

As portas que dão passagem para as sacristias são em madeira, mas as vergas e as ombreiras são de cantaria lavrada. No altar colateral do lado da Epístola, está uma imagem de Santa Marta, do século XVI, escultura de madeira, pintada e estofada.

JÁCOME RATTON (II)

Torna-se entretanto, em 1788, deputado do Tribunal Supremo da Real Junta de Comércio, Agricultura, Fábrica e Navegação, cargo que lhe permite incentivar as manufacturas, subsidiadas pela referida Real Junta de Comércio.

Duas fábricas dirigidas por estrangeiros haviam-se estabelecido em Tomar em 1771 (uma de caixas de papelão, outra de meias de estambre); ameaçando falência a fábrica de meias, Jácome Ratton procurou recuperá-la.

Em 1789, associando-se ao francês Timotheo Lecussan Verdier, funda a Fábrica de fiação de algodões de Tomar – a primeira em Portugal a utilizar a “moderna” tecnologia da Revolução Industrial (Ratton foi o primeiro defensor da utilização da máquina a vapor) –, beneficiando das potencialidades da região do Nabão no que respeita a recursos hídricos e proximidade da capital.

“O desenvolvimento da riqueza colonial mais recente - o algodão, provocou, por parte do Estado, um interesse pela indústria que o consumia - a têxtil. A montagem de oficinas e manufacturas de algodão era feita, em cidades ou povoações para onde era fácil transportar a mercadoria importada do Brasil, assim como porque dispunham da fonte de energia principal usada na Indústria: a água. De entre essas povoações, citam-se as principais onde foram instaladas manufacturas e oficinas de fiação e tecelagem de algodão: Lisboa, Oeiras, Sacavém, Tomar…” - in “A situação Económica no tempo de Pombal” de J. Borges de Macedo

FREGUESIA DE PAIALVO (I)

Tomar-Freguesia.jpegLocalizada no extremo oeste do concelho, delimitada por Madalena e Asseiceira, aproximando-se de cerca de 3 000 habitantes, Paialvo é constituída por treze lugares: Bexiga, Carrascal, Carrazede, Casal Barreleiro, Charneca da Peralva, Curvaceiras, Delongo, Fontainhas, Mouchões, Paialvo, Peralva, Soudos e Vila Nova.

No passado, Nossa Senhora da Conceição de Paialvo foi importante ao ponto de ter sido sede de um concelho de relativa nomeada.

Desse poder municipal que a freguesia teve outrora, resta o pelourinho, imóvel de interesse público.

A existência da cadeia municipal e a câmara concelhia revela-se ainda hoje através de alguns (poucos) vestígios.

A paróquia de Paialvo foi um priorado da apresentação real. Pertenceu ao arciprestado de Torres Novas, tal como a Asseiceira, até à extinção do Isento de Tomar. Foram seus donatários o 1.º e o 2.º Conde de Linhares, de 1789 até 1836, ano da grande reforma administrativa do País iniciada por D. Maria II. Nesse ano, o concelho foi extinto e a freguesia anexada a Tomar.

(via ANAFRE - Associação Nacional de Freguesias)