Tomar

Blogue sobre Tomar, a sua história e actualidade

Leonel Vicente
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“O CODEX 632″ (III)

“O carro chegou a uma pequena bifurcação, ornada com uma estátua do infante D. Henrique ao centro, virou à direita e abandonou as artérias da cidade, mergulhando nos caminhos verdes e ascendentes da Mata dos Sete Montes, a estrada que serpenteava pela encosta, à sombra das alamedas viçosas, em direcção às velhas muralhas.

«Então deixe-me contar-lhe a história desde o princípio», propôs o conde Vilarigues. «Quando os muçulmanos vedaram aos cristãos o acesso à cidade santa de Jerusalém, soou um grito de revolta por toda a Europa e foram lançadas as cruzadas. Jerusalém foi conquistada em 1099 e a cristandade impôs-se na Terra Santa. O problema é que, com o regresso de muitos cruzados à Europa, as deslocações dos peregrinos cristãos a Jerusalém tornaram-se muito perigosas, não havia ninguém para os defender. Foi nessa altura que apareceram duas novas ordens militares. A Ordem dos Hospitalários, vocacionada para ajudar os doentes e os feridos, e uma milícia criada por apenas nove cavaleiros e que se pôs a patrulhar as rotas usadas pelos peregrinos. Embora fossem apenas nove, estes homens conseguiram, de facto, tornar os caminhos muito mais seguros. Em recompensa, foi-lhes oferecida, como pouso permanente, a Mesquita de Al Aqsa, situada no topo do Monte Moriah, em Jerusalém, justamente o sítio onde antes se ergueu o lendário Templo de Salomão. Nasceu assim a Ordem dos Cavaleiros do Templo de Salomão.» Fez uma pausa. «Os templários.»

«História mil vezes contada.»”

“O Códex 632″, José Rodrigues dos Santos, pp. 434, 435

“O CODEX 632″ (II)

“Atravessaram a praça e meteram pelas pitorescas ruelas laterais de chão empedrado, decoradas com vasos coloridos pendurados nas varandas.

[...]

«O senhor já ouviu falar na Ordo Militaris Christi?», perguntou o conde, olhando de relance para o seu passageiro.
«A Ordem Militar de Cristo?»
«Não, a Ordo Militaris Christi.»
«Não, dessa nunca ouvi falar.»
«Eu sou o grão-mestre da Ordo Militaris Christi, a instituição herdeira da Ordem Militar de Cristo.»

Tomás cerrou as sobrancelhas, intrigado.

«Herdeira da Ordem Militar de Cristo? Mas a Ordem de Cristo já não existe…»
«É justamente por isso que a Ordo Militaris Christi é sua herdeira. Na verdade, quando a Ordem Militar de Cristo foi extinta, alguns cavaleiros, inconformados com a decisão, decidiram perpetuá-la em sigilo e formaram a Ordo Militaris Christi, uma organização secreta, com regras próprias, cuja existência é apenas conhecida por alguns. Um punhado de nobres, descendentes dos velhos cavaleiros da Ordem Militar de Cristo, reúne-se todas as primaveras aqui em Tomar, sob o meu comando, para renovar os antigos costumes e registar a tradição oral dos segredos nunca revelados. Sabe, somos nós os guardiães dos derradeiros mistérios da Ordem de Cristo.»”

“O Códex 632″, José Rodrigues dos Santos, pp. 433, 434

“O CODEX 632″ (I)

“O permanente arrulhar dos pombos enchia a Praça da República de uma musicalidade gorgulhante; eram pássaros gordos, bem alimentados, a debicarem pela calçada e a esvoaçarem em saltos, adejando de um lado para o outro, enchendo os telhados, cobrindo as pequenas saliências nas fachadas, pendurando-se na estátua de D. Gualdim Pais, a enorme figura de bronze erguida no ponto central do largo.

Alguns pombos passeavam junto aos pés de Tomás, ronronando, indiferentes ao homem sentado no banco de madeira, apenas preocupados em detectarem mais umas saborosas migalhas pelo empedrado negro e branco que cobria quase toda a praça, mais pareciam minúsculos peões pardos a deambularem por um gigantesco tabuleiro de xadrez. O visitante olhou em redor, apreciando o elegante edifício dos Paços do Concelho de Tomar e todo o terreiro central até prender a sua atenção na original igreja gótica à direita, era a Igreja de São João Baptista; a fachada branca de cal desgastada do santuário ostentava um elegante portal manuelino, muito trabalhado, rematado por um coruchéu octogonal; sobre a igreja impunha-se a vizinha torre sineira amarelo-torrada, um imponente campanário cor de terra que ostentava com orgulho um trio simbólico por baixo dos sinos, reconheciam-se ali o brasão real, a esfera armilar e a cruz da Ordem de Cristo.”

“O Códex 632″, José Rodrigues dos Santos, pp. 430, 431

“O CODEX 632″

“Baseado em documentos históricos genuínos, O Codex 632 transporta-nos numa surpreendente viagem pelo tempo, uma aventura repleta de enigmas e mitos, segredos encobertos e pistas misteriosas, aparências enganadoras e factos silenciados, um autêntico jogo de espelhos onde a ilusão disfarça o real para dissimular a verdade.”

É assim apresentado o romance de José Rodrigues dos Santos, no qual, entre inúmeras outras peripécias, o protagonista realiza uma visita a Tomar.

A partir de amanhã, aqui apresentarei excertos desta obra, na parte especificamente relacionada com Tomar.

I DIVISÃO A. F. SANTARÉM – CLASSIFICAÇÃO FINAL

30ª JORNADA
Benavente – Salvaterrense – 2-1
Coruchense – U. Santarém – 2-0
Torres Novas – U. Chamusca – 1-0
Cartaxo – Ferreira Zêzere – 12-0
Águias – Assentis – 0-2
Fazendense – Meiaviense – 6-2
Mação – U. Figueirense – 2-3
Tramagal – Samora – 0-0


                     Jg   V   E   D     G    Pt
 1 Cartaxo           30  24   6   -   89-12  78
 2 Fazendense        30  22   4   4   80-27  70
 3 Salvaterrense     30  17   6   7   46-26  57
 4 Coruchense        30  16   6   8   56-37  54
 5 Torres Novas      30  15   7   8   60-41  52
 6 U. Figueirense    30  12   5  13   54-60  41
 7 Mação             30  10   9  11   32-34  39
 8 Benavente         30  11   5  14   37-47  38
 9 Águias Alpiarça   30  10   6  14   41-51  36
10 U. Santarém       30   8   9  13   38-51  33
11 S. Correia        30   9   6  15   40-45  33
12 Ferreira Zêzere   30  10   3  17   32-82  33
13 U. Chamusca       30   8   7  15   43-50  31
14 Assentis          30   9   4  17   45-62  31
15 Tramagal          30   8   6  16   33-59  30
16 Meiaviense        30   3   7  20   29-71  16

Ascende à III Divisão Nacional – Cartaxo
Desce à II Divisão Distrital – Meiaviense

Despromovidos da III Divisão Nacional – Amiense e Ouriquense

Promovidos à I Divisão Distrital – Ouriense, Ferroviários, Lagartos do Sardoal, Moçarriense, U. Almeirim e Abitureiras; U. Tomar e/ou Vilarense e/ou Alcaravela (2 dos 3)

CAMP. DISTRITAL II DIVISÃO (29ª JORNADA)

Série A
Seiça – U. Tomar – 1-4
Bemposta – Matas – 4-1
Alferrarede – Caxarias – 2-1
Ouriense – Vilarense – 1-2
Gondemaria – Mouriscas – 0-0
Cercal – Lagartos – 2-9
Linhaceira – Ortiga – 2-0
Folga: Alcaravela

1º Ouriense, 57; 2º Lagartos Sardoal, 54; 3º U. Tomar, 53; 4º Vilarense, 52; 5º Alcaravela, 50; 6º Gondemaria, 47; 7º Alferrarede, 44; 8º Seiça, 41; 9º Bemposta, 36; 10º Mouriscas, 32; 11º Linhaceira, 30; 12º Cercal, 21; 13º Caxarias, 16; 14º Ortiga, 15; 15º Matas, 14

Série B
Barrosense – Pontével – 0-2
Santanense – Águias Sorraia – 2-0
Abitureiras – Alcanenense – 2-0
Atalaiense – Ferroviários – 1-1
Mindense – Moçarriense – 0-2
Pernes – Glória – 1-1
Porto Alto – U. Almeirim – 1-2
Folga: PBM

1º Ferroviários, 68; 2º Moçarriense, 62; 3º U. Almeirim, 58; 4º Abitureiras, 50; 5º Porto Alto, 47; 6º Mindense, 46; 7º Pontével, 46; 8º Atalaiense, 33; 9º PBM, 32; 10º Santanense e Glória, 30; 12º Alcanenense, 22; 13º Pernes, 20; 14º Barrosense,14; 15º Águias Sorraia, 8

CAMP. NACIONAL HÓQUEI II DIVISÃO – 2ª FASE – 15ª JORNADA

CH Carvalhos – Escola Livre – 3-3
AD Sanjoanense – AD Barcelos – 3-3
CD Póvoa – HC Mealhada – 4-3
C Infante Sagres – VSC Barcelinhos – 3-2
SC Tomar – CD Cucujães – 5-1

1º Sp. Tomar, 31; 2º Mealhada, 28; 3º Sanjoanense, 26; 4º Carvalhos e I. Sagres, 23; 6º Póvoa, 21; 7º Escola Livre, 20; 8º AD Barcelos, 16; 9º Barcelinhos, 11; 10º Cucujães, 9

“O TEMPLÁRIO” (25.05.06) / “CIDADE DE TOMAR” (26.05.06)

O Templário-25-05-06 CidadeTomar-26-05-06

PROGRAMA DA FESTA DOS TABULEIROS 2007

É já conhecido o programa preliminar da Festa dos Tabuleiros de 2007, o qual prevê as seguintes actividades:

- 01.07.07 (Domingo) – Cortejo dos Rapazes
- 06.07.07 (Sexta) – Cortejo do Mordomo e ruas populares ornamentadas
- 07.07.07 (Sábado) – Cortejos parciais dos Tabuleiros
- 08.07.07 (Domingo) – Cortejo dos Tabuleiros
- 09.07.07 (Segunda) – Distribuição da Pêza

SELO DE FERNANDO LOPES-GRAÇA

Foi lançada na passada semana pelos CTT – Correios de Portugal uma emissão comemorativa de selos, evocando o centenário do nascimento de alguns “vultos da história da cultura portuguesa”, compreendendo 5 selos, com o valor facial de 1 euro, referentes a: Fernando Lopes-Graça, Rómulo de Carvalho, Agostinho da Silva, Humberto Delgado e Thomás José de Mello (Tom).