Indicadores de população – 2008
Prosseguindo a análise de alguns dos dados disponibilizados pelo INE – Instituto Nacional de Estatística (Anuários Estatísticos Regionais), apresenta-se de seguida resumo de indicadores populacionais, reportados ao ano de 2008: Número de habitantes por km2 (densidade populacional), Taxa de crescimento populacional, Taxa de natalidade e Taxa de mortalidade.
Hab./Km2 Tx.cresc. Tx.natal. Tx.mort.
Entroncamento 1.584,3 1,96 11,1 7,1
Leiria 227,5 0,48 9,6 8,3
V. N. Barquinha 164,9 0,59 7,1 11,7
Batalha 154,7 0,47 10,0 9,2
Torres Novas 136,9 -0,36 8,5 12,6
Ourém 122,2 0,56 7,9 9,3
Tomar 119,4 -0,82 6,5 12,6
Alcanena 115,1 -0,29 8,4 10,2
Santarém 113,6 -0,39 8,7 12,3
Almeirim 103,3 0,49 12,6 11,3
Porto de Mós 96,1 0,25 9,0 9,4
Alpiarça 86,7 0,10 9,2 13,8
Rio Maior 80,0 0,07 9,4 11,8
Golegã 72,2 -0,61 6,7 12,6
Abrantes 55,9 -0,90 8,6 14,0
Portalegre 53,1 -1,24 8,5 13,4
Ferreira Zêzere 47,9 -0,48 7,3 14,9
Constância 46,7 -0,64 9,6 12,8
Sardoal 41,3 -1,30 5,5 16,7
Castelo Branco 37,5 -0,64 8,3 13,2
Sertã 35,1 -1,13 6,5 15,6
Mação 17,7 -2,68 4,6 25,0
Vila de Rei 16,1 -1,64 5,2 28,0
Chamusca 14,7 -0,88 5,9 14,2
Gavião 13,7 -2,82 3,4 26,7
A população residente em Portugal, em 31 de Dezembro de 2008, foi estimada em 10 627 250 habitantes, traduzindo uma quase estagnação face ao ano anterior (crescimento de apenas 0,1 %).
Apenas cerca de 1/3 dos municípios registou um aumento de população, situados essencialmente no litoral (à excepção do Alentejo). Os concelhos com maior crescimento foram os de Sesimbra, Alcochete e Mafra (acima de 3 %), decorrendo em particular das respectivas taxas de crescimento migratório.
Ao invés, constata-se um generalizado decréscimo populacional nos concelhos do interior do país, justificado por saldos negativos no crescimento natural (permilagem de mortalidade superior à permilagem de natalidade).
De entre os concelhos seleccionados para efeitos comparativos, apenas seis registam densidade populacional superior à do concelho de Tomar, notando-se todavia um decréscimo de 0,82 % em termos de habitantes, com apenas 6,5 nascimentos por cada mil, face a uma taxa de mortalidade de 12,6 por mil.
A nível regional, destaque para o crescimento dos municípios de Entroncamento (cerca de 2 %), Vila Nova da Barquinha (0,6 %) e Ourém (0,56 %), resultado nomeadamente da sua capacidade de atracção (destes três, apenas no caso do Entroncamento a taxa de natalidade excede a taxa de mortalidade).
No polo oposto, realce para o decréscimo – superior a 1 % – apresentado pelos concelhos de Gavião (2,8 %), Mação (2,7 %), Vila de Rei (1,6 %), Sardoal (1,3 %), Portalegre (1,2 %) e Sertã (1,1 %). Tomar regista, neste parâmetro, um dos piores resultados, apenas excedido – para além dos já referidos – por Abrantes (0,9 %).
Tal decorre de uma das mais fracas taxas de natalidade (apenas 6,5 por mil), somente superando a dos concelhos da Chamusca (5,9), Sardoal (5,5), Vila de Rei (5,2), Mação (4,6) e Gavião (3,4).
Em termos de taxa de mortalidade, Tomar posiciona-se na metade mais favorável da tabela (apenas com 10 concelhos apresentando um nível mais reduzido). Neste factor, são de assinalar, em particular, os casos indiciando um significativo envelhecimento da população, com muito elevadas taxas de mortalidade: Vila de Rei (28 por mil), Gavião (26,7), Mação (25) e Sardoal (16,7).
