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U. TOMAR – “CRÓNICAS DA HISTÓRIA” (VI)

10 Julho 2005 in U. Tomar | Comentários Desligados Partilhar

Crónica publicada em “A BOLA”, em 9 de Fevereiro de 1970

“UNIÃO DE TOMAR, 1 – V. SETÚBAL, 2
SETÚBAL TEM AGORA GRANDE LUGAR A DEFENDER

Estádio Municipal de Tomar.

Árbitro: Porfírio Silva, de Aveiro.

UNIÃO DE TOMAR: Conhé (2); Kiki (3) Faustino, «cap.», (1), Ferreira Pinto (1) e Carlos Pereira (1) ; João Carlos (1) e Manuel José (1); Leitão (1), Alberto (1), Tilo (2) e Vieira (1).

V. DE SETÚBAL – Vital (2); Conceição «cap.» (3), Cardoso (4), Alfredo (2) e Carriço (3); Tome (3), José Maria (3) e Wagner (2); Vítor Baptista (3), Arcanjo (2) e Jacinto João (2).

Ao intervalo, 1-1.

4 minutos de jogo, golo do Vitória, Carriço levou a bola pelo seu corredor, deixou-a em Jacinto João e continuou a correr, iludindo a defesa da «casa». Jacinto João, porém decidiu-se por um largo centro, saltaram vários jogadores mas não tocaram no esférico e Tomé, surgindo com oportunidade, na zona central, rematou de cabeça. A bola surpreendeu Conhé, balanceado para a esquerda e entrou na Baliza da União pelo canto direito. Aos 12 minutos, um grave acidente afastou Tomé do jogo. A jogada que esteve na origem do choque entre Tomé e um adversário (cabeça contra cabeça) foi idêntica à que deu o golo.

Também houve um centro de Jacinto João e também Tomé se fez ao remate, que ainda lhe saiu, levando a bola a roçar a barra.

Simplesmente, um adversário saltou com ele e, involuntáriamente, na intenção de certo de jogar a bola, teria chocado com o médio setubalense. Este foi retirado do campo em maca e conduzido ao Hospital de Tomar. Para seu lugar entrou Raúl Vítor (2).

Dois minutos depois, nova baixa, desta vez, na turma nabantina, Vieira e Cardoso chocaram. O primeiro recebeu ferimentos numa perna e teve de abandonar o relvado, sendo substituído por Totoi (3).

E foi Totoi quem fez o ponto de empate. Uma bola alta foi desviada por Vital e o extremo tomarense fez a recarga cem um belíssimo pontapé. Estavam jogados 39 emocionantes minutos.

Segunda parte, 0-1.

A turma vitoriana fez o golo do triunfo aos 9 minutos: Jacinto João centrou de junto da linha lateral e VÍTOR BAPTISTA, rapidíssimo, antecipou-se a todos os adversários, guarda-redes incluído, para atirar forte e rasteiro. As equipas ainda fizeram substituições: Ferreira Pinto saiu e entrou Rui (1), aos 13 minutos. No Vitória, Mendes (1) substituiu Raúl Vítor.

Em Tomar mora dramatismo.

O União, que tão laboriosamente conseguiu a sua vinda para a I Divisão voltou a perder pontos e emparceirado com o Boavista no fundo da tabela classificativa. Assim, o Ribatejo está em vias de perder o que é o único representante no futebol mais qualificado porque as perspectivas são, realmente, bastante más.

É verdade que enquanto há vida há esperança e também é verdade que a equipa do União de Tomar não é, de forma nenhuma, a pior do Campeonato pelo que pode haver surpresas, está igualmente, no domínio das previsões um «volte-face», um lampejo de génio que resolva o desafio e proporcione pontos dos que a equipa ainda tem para ganhar, se não perder a cabeça, se não se deixar influenciar seja por quem for.

A tranquilidade não poder ser uma arma nabantina nas condições em que a turma de Óscar Tellechea se encontra e a surpresa dos adeptos do clube é tanto maior quanto é certo que, em teoria, os elementos que formam a equipa da época de 69/70 são mais valorosos dos que formaram o «timinho» consciente e ligado capaz de suportar o União entre os maiores do futebol português numa temporada que por ser a inaugural em tais andanças, parecia difícil de correr sem riscos sérios.

Mas, se não pode existir tranquilidade nos jogadores nabantinos, pode haver ao menos um mínimo de confiança nos próprios recursos e essa qualidade e o entusiasmo são trunfos de que, neste momento, os futebolistas de Tomar podem deitar mão, esquecendo tudo quanto sucedeu até aqui, mesmo as notícias vindas a público, semanalmente, da troca do treinador, e que podem ter estado, em parte, na origem de uma segunda intranquilidade, uma tranquilidade igualmente nefasta gerada pela «suspense» de uma mudança de critério, de rotina de treinos, de estilo de jogo.

O adversário de ontem não ajudava à recuperação. Era uma equipa demasiadamente sabida, com grande reportório de lances, variedade de esquemas e, sobretudo, mentalização. Qualquer «team», por muito adulto que se entenda, tem de usar precauções para defrontar os setubalenses com um mínimo de probabilidades de êxito. Jogar abertamente ao ataque, como quem vai ao encontro do perigo, heróica decididamente, quase que diríamos lealmente, não adianta muito quando o antagonista tem a classe e o virtuosismo dos jogadores das margens do Sado.

Não foi, portanto, a equipa mais a propósito para aparecer no Municipal de Tomar nesta altura em que os adeptos do clube exigem frente ao Sporting de Braga num desafio que era de ganhar e se empatou nas circunstâncias conhecidas.

E de dois jogos em terreno próprio o União de Tomar extraiu um único ponto num máximo de quatro. De contas de somar a contas de diminuir.

0 Vitória, antes e depois da lesão de Tomé foi, por conseguinte, uma equipa apreensiva que o Vitória encontrou em Tomar e de tal maneira a turma vitoriana pareceu gigantesca de força e de valia aos nabantinos que estes nem sequer reparam num pormenor deveras importante. É que os sadinos, também eles, jogavam cartada importante por terem dentro de si escondida, mas latente, a vontade de alcançar posição alcandorada no Campeonato.

Pedroto é um treinador ambicioso. Pôs os olhos no segundo lugar e, por isso, a sua equipa teve de pôr os olhos no segundo lugar. Portanto, também os vitorianos tinham algo a defender e daí o facto de não poderem entrar na competição do Estádio Municipal de Tomar absolutamente à vontade, convencidos de que ganhariam o jogo sem larga controvérsia.

Pois a nós pareceu realmente que o União nunca pensou no estado de espírito do adversário só para acusar o seu próprio. E as circunstâncias proporcionaram-lhe a possibilidade de ganhar o jogo ou de ao menos construir superioridade sobre a Vitória. Foi um golpe de azar, foi o afastamento do rectângulo de um futebolista magnífico que concedeu a hipótese quando tudo parecia encaminhado para a derrota nabantina.

Mas, o jogo, porque é jogo, sujeita os seus elementos ao que de bom e de mau pode suceder em campo. Primeiro, a infelicidade de Tomé que jogava com a sua tradicional alegria, que contagiava os companheiros com as suas intervenções esplêndidas de entusiasmo e de jeito e acabou por sair na maca dos bombeiros, sentidos perdidos, longe, muito longe do rapaz cheio de saúde que viramos momentos antes. Depois, a quebra que a sua saída provocou nos companheiros que deixaram de ter junto de si uma das mais brilhantes e eficazes molas impulsionadoras do ataque setubalense.

O Vitória, mais endurecido, mais senhor das suas convicções, soube disfarçar algum nervosismo se, porventura, o tinha, e admitimos que sim porque o receio do jogo, ao adversário, do resultado devem ser constantes do futebolista consciente que não aceita partidas ganhas de antemão como não deve consentir-se perdido sem esgotar todos os recursos.

A equipa adoptou o sistema habitual, usou das tradicionais variantes, das transformações do «4×3x3», puxando elementos para a defesa, adiantando jogadores para a frente, conforme jogava no seu meio-campo ou no do antagonista, e aproveitando com regularidade, com método, diremos mesmo que com força de rotina, os corredores laterais. Tomé esteve como, de resto, sucede em todos os desafios, na base das desmarcações e afins, infiltrações. O seu poder de arranque dá-lhe rapidez para a jogada de flanco que tantas preocupações causam aos defesas.

O Vitória dominava o jogo, já tinha metido um golo e parecia senhor da situação quando Tomé, mais uma vez rapidíssimo e espectacular a aparecer na zona de remate, saiu lesionado após um choque com adversário. E as coisas modificaram-se. Porquê? Especialmente, porque causa sempre um certo choque nos jogadores a saída de um companheiro seriamente lesionado.

Sob o ponto de vista psicológico, a retirada do camarada no rectângulo com todo aquele aparato de massagista a correr, de médico apreensivo (justa e conscientemente, claro), de público emudecido como se desgraça caísse naquele momento no campo, atinge os jogadores, encharca-lhes de água fria o fogo da luta, o entusiasmo da competição; depois, a mecanização da equipa fica traumatizada: por fim (isto no caso do desafio de ontem), o substituto de Tomé, embora vivo e jeitoso, não tem a rotina de jogo do homem que foi substituir, nem, actualmente, a sua classe.

E o Vitória saiu do domínio consciente do jogo para um período em que poderia ter sido superiorizado pelo antagonista. As jogadas, por norma bem definidas caíram num sucessão de carência como se a roda dentada, que é a turma sadina, tivesse dificuldades em engrenar no seu próprio estilo.

O União de Tomar deu conta de que algo de diferente havia no Vitória. E encetou uma série de jogadas ofensivas que tinham apenas um cariz: entusiasmo. A equipa sentia-se limitada, sentia que os seus opositores constituíam barreira difícil e resolveram desfeiteá-los, utilizando o trunfo que a intranquilidade e mesmo o medo melhor deixam transparecer: a entrega total à luta, correndo, atirando, centrando, chocando… forçando.

Totoi, oportuno e inteligente, marcou o golo do empate no momento mais propício para os nabantinos a segurarem o jogo. Todavia, pressentia-se a classe dos vitorianos. Pois aí estava a grande «chance»: Vitória desencorajado, desanimado com a perda de Tomé e talvez, até, apreensivo com a sorte do camarada que tinha estampada no rosto a lesão que prostrara, Vitória desencontrado de si próprio, quase desorientado, a avaliar-se pelos sintomas muito esclarecedores da equipa não conseguir ligar um lance e da sua defesa se ter consentido a pontapés de alívio demasiadamente insistentes. Via-se que a turma sadina tentava fazer passar tempo, sair da crise, para depois se reorganizar.

Ora, o União viu as possibilidades de ganhar ali ao jeito da mão. Era só aproveitar a oportunidade com cabecinha e aproveitar bem aproveitadinho o tempo para jogar até ao intervalo. E não o fez. As jogadas dos médios (e até os pontapés «livres») tiveram quase sempre uns metros a mais. Os passes foram, por norma, fáceis de interceptar e os flancos do campo pouco utilizados. Os nabantinos, em vez de se organizarem num bloco que tivesse fluxo preferiram enveredar por um futebol à base de improvisação que deu ao adversário a oportunidade de chegar ao intervalo com o jogo empatado.

O Vitória voltou

O princípio do segundo tempo deu logo o «lamiré»: o Vitória tinha vencido a sua própria inibição. Pujante, poderoso, aguerrido e com o desejo indómito de vencer. O Benfica perdia ao intervalo com a CUF. Ainda tinha mais quarenta e cinco minutos para rectificar, mas a sua desvantagem era uma esperança e o tal segundo lugar, onde a equipa sadina nunca ficou, parecia estar mesmo à espera dos homens de Setúbal.

A mecanização do jogo do Vitória voltou a preocupar o União de Tomar que não conseguia antídoto para evitar aquele girar rápido da bola de jogador para jogador como se o esférico fosse defeso e as botas tivessem íman. O Vitória chegou, assim, à posição de dominador de todos os sectores do campo, até porque era indiscutível, sob o ponto de vista técnico-táctico-físico, a superioridade dos homens do meio-campo setubalense em relação ao adversário, onde faltava de tudo um pouco e, sobretudo, esclarecimento e sangue-frio.

Foi mesmo o grande óbice dos médios nabantinos, para além da inadaptação de João Carlos à posição intermediária em jogos em que a equipa tem de atacar muito e ele tem de jogar muitos metros à frente do seu lugar de rotina e colaborar nos lances de ataque, o que não é o mesmo que desfazer lances de ataque, a ausência de frieza nas intervenções. Desde uma toada pouco fluente à má marcação aos jogadores da intermediária de Setúbal, ainda que beneficiando de uma certa apatia de Vagner, os médios nabantinos não conseguiram ligar, com regularidade, a sua defesa à linha de ataque. Perderam muitas jogadas por nunca terem conseguido meter a bola para além dos defesas forasteiros, no espaço vazio entre as coisas destes e Vital.

Endossando-a, directamente, ao jogador, os médios do União de Tomar deram aos defensores setubalenses a possibilidade de desfazer todas as jogadas ofensivas, bastando-lhes antecipação e atenção.

E a prova do que dizemos está na vida tranquila levada por Vital em todo o segundo tempo. Sem exagerarmos, podemos dizer que apenas se preocupou, ligeiramente, com um remate de longe de Leitão, que saiu, todavia, ao lado do poste.

Ora, os vitorianos não entregaram, por sistema, um passe aos caprichos do acaso. «A bola é para a gente a ter» pensam e pensam bem. «Se a entregamos ao antagonista esta pode fazer dela o que quiser». Dentro desta teoria, o Vitória procura sempre dar destino verde-branco aos endossos e raramente acontece entrar em situações difíceis por causa de uma má entrega. Parece-nos virtude de pôr em destaque.

E não se pode dizer, até, que a equipa tenha agora um futebol muito miudinho. Continha a ter, isso sim, um futebol muito apoiado. Mas existe grande diferença entre futebol cerzidinho e futebol intencionalmente apoiado, com os médios a catapultarem o jogo, a defenderem, a trocarem com os dianteiros, com os defesas, a tomarem conta do rectângulo através de jogo posicional e de desmarcações.

Com o golo de Vítor Baptista, alcançado aos 9 minutos, a crença voltou ao Vitória e a descrença instalou-se nas hostes nabantinas. Nunca mais existiu em campo nem fora dele, a dúvida do resultado. E os jogadores de Tomar, naquele seu assomo de dignidade, que lhes reconhecemos naquele seu esforço formidável para modificarem o panorama da partida, tentando jogadas de ataque mas perdendo-as por sistema em benefício da escalonada defesa setubalense e da sua linha de apoio, deram espaço no seu meio-campo, aos jogadores do Sado para fulminantes contra-ataques que só não deram golo porque Conhé, por um lado, e Vítor Baptista. José Maria, Vagner Arcanjo e Raul Vítor (e não há exagero neste enumerar de jogadores que tiveram o golo feito), por outro resolveram acertar por sistema com a bola no corpo do guarda-redes, quando parecia que a este só restava o recurso de a ir buscar à baliza.

Foi, na verdade, um festival de golos perdidos e só por isso o União de Tomar conseguiu sair deste encontro airosamente e vamos lá manter, até ao 90º minuto, acesa a esperança dos seus adeptos porque um golo pode surgir em qualquer altura e os nabantinos, não obstante as limitações mais de origem psicológicas do que propriamente, técnicas„ poderiam chegar-se às redes de Vital e batê-lo.

No entanto, a verdade manda que se diga que isso seria altamente injusto, pois a segunda parte foi inteirinha dos setubalenses e só a incrível falta de pontaria dos seus jogadores consentiu que se chegasse no fim sem a partida antecipadamente resolvida.

Vitorianos no segundo lugar

Agora, vai ser muito pior o Vitória teve ontem a prova. Agora, os setubalenses, embora com muito Campeonato ainda para jogar, chegaram à almejada posição, a mais alta da competição que está ao alcance prático de duas ou três equipas. Têm de a defender. Aqui, parece-nos que reside a dificuldade porque, naturalmente, as coisas vão tornar-se mais difíceis e o Vitória terá de recorrer a todos os seus vastos recursos para defender a posição brilhantemente alcançada.

A ausência de Tomé, se for longa, pode afectar a equipa, dado que o jogador estava numa «forma» notável; mas, Pedroto saberá enquadrar um «reserva» no conjunto. Pode muito bem ser o jovem Raul Vítor, que talvez seja adaptável às funções do excelente, médio.

A classificação para o prémio «Somelos Helanca» que demos à equipa reflecte a sua valia e a actuação dos jogadores. Vital e a defesa quase sempre muito bem. Os laterais, pela forma como manobraram no meio-campo e flancos do terreno, merecem mais alguma coisa. Boas exibições.

Linha média com a quebra já assinalada. Depois, recuperou, Vagner teve dificuldades em dominar a bola nas «carecas» da relva e esse pormenor deu ao seu jogo certa sensação de apatia. José Maria, fulgurante e em excelente «forma». Bons remates, boas infiltrações, boas arrancadas.

O mais parecido com Vagner foi Jacinto João, também um tanto parado. Quando ele dribla «parado», é mau sinal. Contudo, esteve na origem dos dois golos. Arcanjo falhou, espectacularmente, um remate, quando estava sozinho defronte das redes e com Conhé batido. Foi o seu erro. De resto bem, até a jogar de cabeça. Ele que é pequeno! Vítor Baptista, mexido, atrevido, cheio de força, fez jogadas magníficas e marcou o ponto da vitória.

Foi ainda utilizado um jogador (José Mendes) bastante habilidoso, no qual o Vitória deposita fundamentadas esperanças. Esteve pouco tempo em jogo. Esperemos nova oportunidade.

Os nabantinos não são ainda uma equipa destroçada. Mas têm de reagir para que não caiam na descrença. Como já dissemos, no Campeonato existem duas, três equipas que não são melhores. Portanto, ainda pode haver esperança em Tomar.

Na tarde de ontem, o conjunto teve a infelicidade de encontrar-se com o Vitória. Não lhe foram concedidas facilidades. Mas, a equipa poderia ter feito outro jogo se o antagonista fosse de outra qualidade.

Conhé não jogou mal, nem teve culpas no primeiro golo.

Estava «lançado» para um lado e o remate de Tomé saiu para o outro. Onde estavam os defesas? O sector defensivo teve em Kiki o seu melhor elemento, em todos os aspectos, incluindo o canalizar do jogo para a frente. Os outros a roçar o fraco. João Carlos não será mais útil na linha de defesas? Na linha média, não nos parece que seja de grande utilidade. Leitão e Manuel José chegaram a remar contra a maré, mas foram, por norma, infelizes a passar e perderam nitidamente a luta do meio-campo. Dos seus defeitos falámos no decorrer desta crónica.

Totoi cotou-se como o avançado mais certo. Sóbrio, jogou também com inteligência, dando seguimento às jogadas, sendo sempre intencional. Fez um belo golo que tê-lo-ía lançado para um jogo muito mais produtivo se tivesse sido ajudado. A seguir, pela ordem de regularidade, Tito.

Por fim, Rui, a entrada deste jogador obrigou à saída de Faustino do seu terreno, cá atrás, para outro mais difícil, lá à frente. Nada de proveitoso saiu da alteração do seu terreno, cá atrás, para outro proveitoso saiu da alteração.

Fazer vista grossa

Porfírio da Silva não estava nos seus domingos. Equivocou-se a julgar faltas, não foi bem auxiliado pelo juiz de linha do lado da bancada e deixou passar sem reparo rasteira a José Maria, dentro da área do União de Tomar, aos 22 minutos. Repetiu o erro aos 42 minutos, portanto muito perto do fim do jogo, quando, ali nas suas barbas Vagner foi agarrado (quase que abraçado) por um defesa nabantino também dentro da zona em que a falta é punida com grande penalidade. Enfim, vista grossa. O que é bastante lamentável.”

HOMERO SERPA

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