INÊS PEDROSA
Há cerca de um ano (já!?…), aqui escrevi uma breve nota sobre a escritora Inês Pedrosa.
Transcrevo hoje o inspirado comentário de um visitante deste “blogue”:
“INÊS PEDROSA
Fazem-me falta os teus escritos assim que os leio. Essa força das palavras é prodigiosa, consegues despoletar em mim novas sensações, cumplicidades de inquietação e o desejo perdido de me encontrar cada vez mais, no teu encontro literário e na desarrumação das gavetas cheias de palavras. Inês Pedrosa! A realidade é a força, derruba as convenções e invade os espaços individuais. Desta vez invadiste o meu… reconheço-te como uma grande escritora, porque as palavras ardem num diálogo póstumo, sem fronteiras.
A fronteira do pensamento é a morte, tu és imortal! Derrubas todos os muros, os muros da existência e numa folha escreves o meu desassossego, talvez o teu e tantos outros desta existência.
Neste local transitório, Inês, levo-te o conceito e a linguagem, ainda que nesta apatia me redima aos espelhos da resistência, num gesto apaziguador. Este é o meu nome, o consumo da realidade, em posteriores desejos, ainda que em dúvida permanente… assim, nesta simples homenagem de condição de génio que és, curvo-me para que todas as letras possam passar! Desculpa dizer-te isto, mas é urgente. Não me perguntes o porquê, apenas o estranho assiste a este desfile de partilhar contigo o que sinto, as minhas palavras.
No fogo da leitura, leio os teus escritos, estes e aqueles e digo: Falta me fazes! Que bom ler e reflectir sobre aquilo que escreves. Não entenderás, mas também não é para entender… gosto da tua escrita e nisto de dizer, diz-se… tu também dizes e continuarás a dizer nisso que escreves, nos teus romances, nesses e noutros escritos… as tuas crónicas. Parabéns! O teu rosto evoca outro sentido, entre tantos sentidos… Não é preciso agradecer, mas gosto das tuas conversas, do teu espírito filosófico que mais ninguém tem, entenda-se que és única, nisso que te faz ser o que aquilo que és.
Entre dedos surgem outros dedos, a cumplicidade literária, o imperdoável onde se naufraga numa intimidade furtada, num incêndio sem lugar, mas de todos os lugares.
Não posso mentir-te, desculpa dizer-te, ainda que não gostes, és uma grande escritora, do tamanho que tens, esse mesmo, tu és o padrão daquilo que és, cheia de atmosferas de todos os tempos… nesta infinidade de emoções que consegues fazer emergir e que guardas em ti, enquanto atenta observadora da sociedade. Inês, são os teus esporos…! Guardo o teu livro, na alma e advoga o Sol em minha protecção, com a promessa e o reflexo da duração que o teu nome concebeu, desde aquele dia.”
Jorge Ferro Rosa
