FREGUESIA DE STA. MARIA DOS OLIVAIS (III)
A Igreja do Convento de Santa Iria apresenta também elementos de grande importância histórica e artística, como a porta de entrada e a capela fronteira à mesma, consideradas imóvel de interesse público.
Do Convento, pouco resta hoje em dia: uma fachada metida no rio, onde se pode ver um símbolo agrícola, o nicho de Santa Iria e o arco que se abre à entrada da rua do mesmo nome.
Refere o “Inventário Artístico de Portugal” em relação à fundação do Convento: “O que subsiste da vetusta clausura que é legítimo supor precedesse a fundação do castelo dos Templários, pela anterior integração tradicional na lenda de Santa Iria, além do templo totalmente transfigurado no quinhentismo, e dos restos do mosteiro, da mesma forma transformado por sucessivas obras, é, possívelmente, o Pego, que marca a génese da lenda e onde, num nicho, se abriga a imagem da santa. (…) A clausura de Santa Iria foi fundada por Mécia Vaz de Queirós, viúva de Pedro Vaz de Almeida, vedor do Infante D. Henrique, em 1523, que nela se recolheu com as suas filhas”.
