Custódio de Paialvo
Custódio, além de nome pessoal pode ser igualmente, na abundância de significados da língua portuguesa, adjectivo de protector, defensor, guardião. Custódio Ferreira anunciou na última Assembleia Municipal o seu afastamento, eventualmente temporário, da vida política.
Custódio Ferreira é um Ser Político por quem só podemos ter elevada estima. Além do que imagino da sua vida durante o anterior regime, sei da sua biografia que foi Deputado à Assembleia Constituinte após o 25 de Abril, foi membro do Comité Central do PCP, é autarca há mais de 30 anos, os últimos 16 como Presidente da Junta de Freguesia de Paialvo, onde agora foi substituído.
Não é a primeira vez que elogio “adversários” políticos, mas o Custódio Ferreira é especial. Separam-nos 50 anos de vida. Entre mim e ele muitas gerações de diferentes oportunidades, diferentes concepções do país, do mundo, da vida.
Mas elogiar Custódio Ferreira é elogiar a Política. E isso é, cada vez mais nos tempos que correm, de superior importância. Enaltecer aqueles que entregam a sua vida, o seu tempo, a sua experiência e sabedoria acumulada em prol das suas comunidades, em prol dos demais, e vezes demais a comunidades pouco agradecidas, que mais exigem que reconhecem, que mais ofendem até, do que agradecem.
[...]
Por tudo isto, ideologias à parte, Custódio Ferreira, Homem Político, merece sem dúvida a admiração de todos. Na sua despedida na Assembleia Municipal, fiel ao significado do nome que carrega, afirmou-se realizado por sempre ter defendido os interesses dos mais necessitados e em particular da sua freguesia. A todos nós só resta pedir que o seu exemplo nos continue a inspirar.
(ler artigo completo no Algures Aqui, de Hugo Cristóvão)
Tomarimbando – Festival Internacional de Percussão de Tomar
Decorre em Tomar, de 12 a 17 de Julho, a 4ª edição do Tomarimbando – Festival Internacional de Percussão de Tomar, um evento que compreende vários concertos / recitais de percussão, a realizar nos Lagares del Rei (diariamente, às 18 horas) e no Cine-Teatro Paraíso (todos os dias, pelas 21h30), com preços entre 1 € (tarde) e 3 € ou 5 € (noite).
Evocação do Cerco de Tomar de 1190
Decorre no próximo dia 11 de Julho (domingo), entre as 10 e as 13 horas, no Turismo – Mata – Castelo Tomar, uma evocação do “Cerco de Tomar de 1190″.
Depois da conquista, e início da construção do Castelo de Tomar, por Gualdim Pais, a 1 de Março de 1160, os muçulmanos ripostariam, e, em 1190, sob o reinado de D. Sancho I, após terem começado por reconquistar o castelo de Silves e o Algarve, fariam mesmo recuar os portugueses até aos limites constituídos pelo Rio Tejo, conquistando sucessivamente os castelos de Alcácer do Sal, Palmela e Almada, cercando Santarém, destruindo Torres Novas e Abrantes.

A 13 de Julho de 1190, o Castelo de Tomar seria cercado por cerca de 900 guerreiros conduzidos pelo califa Almançor (Abu Yusuf Ya’qub al-Mansur), tendo os árabes chegado mesmo a transpor a porta de Almedina (que dá, actualmente, para a mata dos Sete Montes), a qual passaria a ser conhecida como Porta do Sangue.
Ao fim de 6 dias de ataques, sempre sob a defesa de Gualdim Pais (então já com a idade de 72 anos) e dos Templários – avisados do avanço muçulmano através das atalaias existentes entre o Castelo de Almourol e Tomar -, os cerca de 200 portugueses instalados no Castelo conseguiriam aí deter a ofensiva muçulmana, obrigando o rei de Marrocos a levantar o cerco a Tomar, dando oportunidade ao início de novo ciclo de expansão do domínio português sobre o território.
Lançamento de selos alusivos às judiarias portuguesas
Realiza-se hoje em Tomar, na Sinagoga, pelas 15 horas, o lançamento nacional de uma série de selos dos CTT, alusivos às judiarias portuguesas, com a aposição do carimbo de primeiro dia na correspondência.
O local escolhido corresponde ao único templo judaico proto-renascença actualmente existente em Portugal, evocando a importância da comunidade judaica de Tomar no século XV, que, sob a protecção do Infante D. Henrique, registou então significativo crescimento, conduzindo à criação da dita judiaria e à construção da Sinagoga, no lado poente da actual Rua Dr. Joaquim Jacinto.
A sua arquitectura, revestida de carácter simbólico, é alusiva às 12 tribos de Israel, representadas pelas mísulas embebidas nas paredes, representando as 4 colunas que suportam o tecto as quatro matriarcas: Sara, Rebeca, Lea e Raquel.
ASAE fecha mercado de Tomar por falta de condições de higiene
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) encerrou esta quinta-feira o mercado diário de Tomar, por falta de condições de higiene, informou à agência Lusa o presidente do município.
Segundo o autarca, Corvêlo de Sousa, a ASAE fez inspecções no local e concluiu que este espaço não apresentava condições de higiene e segurança alimentar para continuar a funcionar.
«Os inspectores detectaram falhas técnicas inegáveis, sobretudo no que diz respeito à falta de canalizações para escoar as águas e os resíduos de produtos como o peixe e a carne», referiu, acrescentando que a autarquia aprovou em Março um projecto de remodelação do mercado que ainda não conseguiu executar.
Corvêlo de Sousa assegurou que o município já está a procurar um espaço alternativo para acolher a mais de meia centena de comerciantes que operava no recinto.
Para o presidente da Câmara de Tomar, a inspeção da ASAE «foi fora de tempo e desadequada», já que a autarquia tinha anunciado que iria «fazer as obras necessárias logo que estivessem terminados os prazos dos concursos».
«É uma situação que vai afetar muito os comerciantes porque muitos já se foram abastecer hoje e amanhã [na sexta feira] não sabem o que hão de fazer aos seus produtos», lamentou Corvêlo de Sousa.
O autarca adiantou que o mercado semanal que funciona no exterior do edifício não vai ser afectado.
(TSF)
(SIC)
Há apenas 18 diários regionais em Portugal
O papel que cabe à imprensa regional está dificultado pelo facto de apenas 18 das 728 publicações existentes em território nacional terem periodicidade diária, refere um estudo do organismo regulador dos media, que será apresentado na quarta-feira.
Este dado “dificulta o cabal cumprimento do papel que cabe à imprensa regional”, refere a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), no estudo “Imprensa Local e Regional em Portugal”.
O estudo refere ainda que “esse papel torna-se ainda mais importante pelo facto de a imprensa nacional não favorecer a cobertura da actualidade local e regional e de ser escassa a existência de edições regionais dos diários nacionais”.
“A cobertura jornalística da atualidade regional é um elemento essencial para uma democracia pluralista”, conclui o estudo.
Pouco mais de um terço (37,5 por cento) dos jornais de âmbito local e regional são mensários, seguindo-se os semanários (29,4 por cento).
O estudo refere ainda que 4,3 por cento das publicações locais e regionais são editadas exclusivamente online.
O Porto é o distrito com maior número de títulos de imprensa local e regional (85), seguindo-se Aveiro (67), Braga e Leiria (ambos com 56).
Por outro lado, o distrito de Beja é o que tem menos publicações (nove), seguido por Bragança e pela Região Autónoma da Madeira (11).
Os jornais diários de âmbito local e regional existem apenas nos distritos de Aveiro, Braga, Coimbra, Évora, Leiria, Porto e Viseu e nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores.
(Público)

